Uma breve volta no tempo: 5 dias depois

abril 30, 2016 1 comentário

Terminada a primeira semana comercial depois que me propus o desafio do post anterior, vamos aos resultados.

É possível sim…

Durante esses dias que permaneci incomunicável, consegui me sentir mais livre, sem estar com a necessidade de ler mensagem ou responder imediatamente alguma pessoa. Não perdi reuniões nem deixei de me encontrar com pessoas com as quais já havia combinado previamente.

Pra trabalhar é uma maravilha

No trabalho, senti-me mais focado em minhas tarefas. Quando precisavam falar comigo, ou vinham à minha baia pessoalmente ou mandavam um e-mail. Nada muito diferente do que já fazíamos. As mensagens que eram trocadas via grupo em What’sApp passaram por outro meio. Pelo Hangouts, nada mudou, já que ainda tenho uma aba do Gmail (ou do próprio Hangouts) aberta para comunicação da equipe.

Pequenos momentos de conexão

Para marcar um cinema, por exemplo, ou mesmo pedir para um amigo do trabalho reservar uma marmita, usei o Facebook. O Messenger, assim como o Hangouts, tem um site próprio, podendo cair no risco de deixar aberto e receber várias mensagens.

Em alguns momentos de descanso (se você usa a técnica Pomodoro, pode aproveitar pra isso), ia ver as mensagens. De noite, entrava em contato com meus pais pra saber se tudo estava bem. Isso requer um pouco de disciplina para manter o foco, senão acaba sendo um substituto do celular. Se você estiver respondendo sempre, está dando abertura para mensagens chegarem a qualquer hora e possivelmente com cobrança de resposta.

Alguns deslizes

Em certos momentos, tive que ligar o celular novamente para logo depois desligar. Como uso two-factor authentication em alguns programas, surgia a necessidade de ligar o celular e ativar o programa de autenticação para poder fazer o que queria.

E era nesses momentos que o What’s App, outros mensageiros e outros programas atualizavam suas notificações. Da primeira vez, foi um horror! Ficou tudo lento, as mensagens iam aparecendo na barra de notificações de forma bem lenta (algumas que já tinha visto, por exemplo, no Facebook). Mais sobre isso a seguir.

Também usei para mandar uma foto para minha namorada de um jogo que tinha comprado para usarmos no Wii dela. Tentei tirar e enviar a foto pela câmera do netbook (um Acer Aspire One que tenho desde 2010) usando a opção de envio de imagem (cujo ícone é uma câmera) pelo chat do Facebook, mas não funcionou.

O único dia que saí de casa com o celular, mesmo desligado, foi essa sexta. Como ia jogar RPG na casa de uns amigos, não sabia se teria carona pra voltar e tendo em mente que costumamos jogar até de madrugada, precisava dele pra voltar de Uber. Felizmente, não foi necessário, teve carona.

… mas é difícil abandonar algumas coisas

Alguns fatores que me fizeram repensar a escolha que tinha feito foram justamente o two-factor authentication, que nos deixa reféns do celular (alguns programas permitem responder via email ou outros métodos) para acessar os serviços, e também a própria questão do Uber ou outro aplicativo para chamar uma condução, de forma que você possa pagar com cartão.

São confortos e seguranças que podemos ter com o uso de aplicativos de celular (fora os usos óbvios, como avisar e ser avisado de emergências). São opcionais? São, ninguém depende deles, mas são desejáveis.

Felizmente, não tive nenhuma necessidade em que o uso do celular pudesse evitar ou que precisasse dar um jeito para resolver sem.

Desconectar é preciso

Os aplicativos de celular trazem diversas facilidades para nossa vida, como comprar ingressos para cinema ou shows, comunicação instantânea, compartilhar momentos e socializar com pessoas que estão distantes.

Porém, podem se tornar distrações. Vemos várias campanhas sobre atenção no trânsito (temos até leis contra o uso de celular enquanto se está dirigindo), reclamações em redes sociais sobre como as pessoas pararam de conversar para viver imersas em seus celulares mesmo quando estão tête-à-tête.

Embora uma imagem que circula há um tempo sobre pessoas lendo jornais em um vagão de trem sugira que sempre fomos antissociais, o celular (e diria mais, qualquer aparelho eletrônico interativo) oferece muito mais distrações. Esse post no Medium fala mais sobre o assunto, recomendo.

Claro, o demônio não são os aparelhos e os softwares que rodam neles. Fomos nós que os fizemos, nós criamos  nossas próprias algemas. Cada pessoa tem sua forma de lidar com isso. Algumas são mais propensas a dependerem do celular, algumas não. Algumas conseguem se separar dessa “necessidade” por conta própria, outras podem precisar de ajuda profissional.

Mesmo nesse netbook de 6 anos em que escrevo esse post, a aba do Facebook está me mandando notificações de que recebi mensagens em um chat de grupo. Precisamos aprender a nos desconectar, desligar as notificações, as vibrações. Tornamo-nos tão disponíveis para os outros e tão ansiosos por novidades que esquecemos do tempo que precisamos para nós mesmos, para os outros que estão à nossa frente e para nossas responsabilidades.

E vocês, meus leitores. O que pensam sobre esse assunto? Já tiveram experiência similar ou vontade de se desligar?

Bônus: Número de mensagens no What’s App que não respondi

Conversas pessoais e grupos com mensagens não lidas: 21
Total de mensagens não lidas em uma semana (somatório): 152 + 60 + 479 + 200 + 9 + 2 + 14 + 230 + 101 + 1 + 21 + 1 + 7 + 2 + 1 + 2 + 20 + 2 + 10 + 1 + 2 = 1317

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Uma breve volta no tempo

abril 25, 2016 2 comentários

Tomei uma decisão semana passada: estava me estressando muito com toda a conectividade do meu celular e precisava me livrar dele por um tempo. Nessa pós-modernidade líquida, não há mais espaços para se concentrar em uma tarefa ou relaxar, tornaram-se lugares artificiais, bolhas de desconexão que precisamos criar. Precisava criar a minha bolha, as muitas mensagens que recebia estavam criando distrações mesmo em momentos de relaxamento (como descer para comer um lanche). A decisão mais fácil seria tirar os aplicativos ou silenciar grupos e pessoas. Optei pelo caminho difícil.

Voltando uns 10 anos

Garantindo a diversão

Há algumas semanas, havia ressuscitado meu MP3 Player. E esse já era um mais moderno, de 2GB. As músicas que ouvia em 2009/2010 ainda estavam preservadas ali, o que me trouxe a uma volta pela estrada da memória. Com isso, também me tornei um inimigo da natureza, voltando a consumir pilhas alcalinas AAA. Em um ponto eu já estava garantido: teria música, apesar dos problemas de randomização burra do aparelho limitado (podendo repetir a música que acabou de tocar, por exemplo), além da inabilidade de usar bateria recarregável embutida.

MP3 Player Foston

Garantindo os compromissos

O próximo passo foi excluir o celular. Não poderia simplesmente colocar em modo avião ou desinstalar os aplicativos. Seria muito fácil arranjar uma desculpa para me colocar de volta na rede ou reinstalar o app “só por uns minutos”. A decisão envolveria não tirar mais fotos a qualquer momento, nem ouvir mais as músicas sincronizadas ou através dos aplicativos de rádio. Porém, dependo da sincronização com aplicativo de agenda com minha equipe para reuniões, além do aplicativo de conversação em grupo.

Nem todos os problemas poderiam ser resolvidos. No caso das fotos, poderia carregar uma câmera digital, já que tenho uma Sony Cybershot, mas não é prático sem uma mochila. Para os compromissos e alarmes, recuperei um PDA (assistente pessoal digital) que meu pai ganhou no trabalho mas não usava mais desde 2009. Levou um tempo até recarregar a bateria do iPAQ e descobrir que teria que fazer à moda antiga a instalação de qualquer coisa que eu precisasse nele: estava muito acostumado a usar um aplicativo padrão do sistema operacional para atualizar o sistema e baixar novos aplicativos. Pelo menos teria uma agenda para anotar os compromissos e tarefas, embora sem sincronização online.

IPAQ Hx2750 da HP

O próprio wireless do aparelho é limitado, não aceitando todos os padrões e protocolos que são comumente aceitos hoje. Se alguém precisar me passar alguma coisa, pelo menos ainda tenho bluetooth.

Mas e a comunicação?

Já a questão da comunicação, a solução que encontrei foi voltar um pouco mais no tempo: telefone fixo. Para algumas pessoas mais importantes, passei o telefone fixo de casa e do trabalho. Para outras, passei o do trabalho. Ainda funcionam, resolvem o problema de forma rápida evitando longas trocas de mensagem e os problemas inerentes de comunicação assíncrona. Ainda me aproveito da noção de que as pessoas ficaram desconfortáveis em falar ao telefone com o advento das tecnologias de comunicação móveis.

Abri algumas exceções, entretanto: ainda uso redes sociais e comunicadores, mas apenas no PC. Como meu tempo com computadores geralmente é no trabalho e em raros momentos em casa, e nesse caso geralmente fazendo cursos online, vendo vídeos ou atualizando sites, ou seja, ocupado, espero que a tendência seja que as comunicações se atenham a coisas relevantes.

Com tudo isso…

Estava voltando uns 10 anos no tempo. Usando um PDA (quem em dia usa um desse?), MP3 player (pilhas alcalinas? Isso é coisa de bárbaros!) e dependendo de telefones fixos! Encontrar algum lugar? Não tem Google Maps, vou ter que confiar na direção das pessoas. Uber ou aplicativo de taxi? Pegar ônibus ou pegar táxi na rua.

Serão alguns dias no mínimo interessantes. Vou perder muitas das facilidades que os apps nos fornecem. Vou ter que me esforçar para chegar no local combinado na hora combinada, já que não posso me comunicar para anunciar atraso ou receber atualizações se algum horário ou local mudar.

E aproveitando que fiz essa volta no tempo, resolvi dar um oi aqui no Pizza Frita. Vai que surge alguma coisa interessante que eu deseje compartilhar com vocês? Não vou ter Facebook à mão pra poder falar na hora.

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Quando os dados surpreendem

fevereiro 21, 2015 Deixe um comentário

[SPOILER ALERT] Já aviso que o post tem spoilers pra quem ainda não jogou a aventura Que As Aventuras Comecem! de Old Dragon.

A última sessão da minha nova campanha de RPG (que vocês podem acompanhar aqui) foi surpreendente, e eu diria que em um bom (ou muito bom) sentido.

Havia preparado um grupo NPC que seria contratado pelo contratante dos aventureiros para eliminá-los. Na minha versão da aventura do Beltrame, Farfgard teria matado seu pai com um desabamento na mina da família abaixo da tumba e precisava dos aventureiros para resgatar o amuleto, já que temia que tivesse voltado como um morto-vivo. A traição aos aventureiros se daria pela influência de Mysia, a maga líder do Bando do Porco-Espinho, uma companhia mercenária.

Quando os aventureiros arrumaram confusão na taverna (e o bando do Porco-Espinho estava lá) e tinham meio que aceitado a proposta de Farfgard como a única alternativa a terem dinheiro, já tinha sido tudo engatilhado pra essa traição acontecer. Montei algumas fichas de grupos NPC para usar em encontros aleatórios e resolvi que o grupo da taverna seria o do Bando do Porco-Espinho.

Durante a luta contra o bando nas minas, após terem limpado o lugar, o pai de Farfgard, como um Atormentado, quebrou as pedras de sua prisão e matou o filho. Após uma série de jogadas de dados ruins (com apenas uma realmente boa, a flecha de Vanael que matou Mysia em One Hit KO), falha na moral dos ajudantes do Bando do Porco-Espinho e uma flechada mortal na cléria do grupo, a guerreira dos Porcos-Espinho, Delyth, estava de pé, com sua lança partida e munida apenas do escudo.

E resistiu bravamente. Cada tentativa de golpe ou agarrão dos aventureiros era rechaçada com uma escudada, seja com a borda, fazendo cortes em pele e armadura, ou com um empurrão bem dado entre costas e costelas, ou na face. Os dados riam dos aventureiros e sorriam para Delyth, que rugia e rosnava.

Muriel, a maga do grupo, tentava argumentar para que Delyth se rendesse. Essa (passava no teste de moral) somente reagia, dizendo que não era fraca como a maga e não se renderia para nenhum homem que a tentasse agarrar (Baden estava já se arrependendo de suas tentativas de agarrão, ambas falhas e que lhe renderam alguns hematomas).

Os jogadores comentavam como ela lembrava a Brienne de Game of Thrones. Estavam todos de certa forma apaixonados pela NPC (e quem sabe pela sorte que os dados lhe deram). Resolvi que Delyth aceitaria não uma rendição, mas um acordo de abandonar o combate, já que não tinham mais contratantes e estavam todos em péssimas condições (e presos na tumba pelos ajudantes do Bando do Porco-Espinho que fugiram).

Delyth viria a matar os dois covardes quando conseguiram sair da masmorra (com seu escudo e mãos nuas!) e ainda deixou claro que esperava encontrar o grupo do mesmo lado em um campo de batalha, ao invés de lados opostos. Certamente espero ter a oportunidade de colocar Delyth novamente no caminho dos aventureiros, ainda não sei se como amiga ou inimiga, mas certamente esse encontro marcou ambos os lados.

Nessa sessão, aprendi que os dados às vezes nos dão oportunidades de repensarmos um encontro que seria apenas para os NPCs morrerem como um encontro com oportunidades maiores a longo prazo. E os jogadores aprenderam como uma jogada combinada de frasco de óleo e tocha pode ser (quase) fatal para eles, além, é claro, de que levar uma luta até o fim nem sempre é a melhor das opções.

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Geradores aleatórios: personagens e ajudantes

fevereiro 11, 2015 Deixe um comentário

Após conseguir montar um grupo pra jogar Old Dragon (a campanha está sendo reportada aqui) e tendo passado algumas sessões, senti a necessidade de montar outros grupos de aventureiros que eles encontrariam pelo mundo. Como não queria ficar rolando dados e gastar muito tempo com NPCs que não tenho como saber se merecem uma dedicação maior (isto é, que vivam tempo suficiente para criarem personalidades) e como grande fã de tabelas aleatórias (vejam esse post), resolvi procurar e encontrei algumas sugestões que compartilho.

Old School RPG Character Generators – Esse post do Smoldering Wizard traz vários geradores, tanto de hirelings quanto de personagens (acabou de perder seu mago em uma armadilha? Role outro bem rápido). Alguns estão desatualizados e não funcionam mais.

Meatshields – O nome é ótimo. Meatshields! Tem como ser melhor? Para gerar os buchas-de-canhão, carregadores de tochas, etc., ao melhor estilo dos ajudantes do Old Dragon. Permite alguma customização do processo de contratação.

E por hoje é só, pessoal.

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#RPGADay – Dias 29, 30 e 31 (MEGA ATRASADO)

Deixei aquela série do #RPGADay morrer já no finalzinho, faltavam só 3 dias e andava atrasado com os posts. Quem não lembra é só descer um pouco a partir desse post que acha o resto (ou procurar pela categoria RPG). O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês de Agosto de 2014 (quando aconteceu a GenCon daquele ano) para compartilharmos experiências. Enfim, vamos encerrar logo isso que não é legal deixar pontas soltas.

Dia 29 – Encontro mais memorável

Enquanto pensava sobre qual encontro teria sido o mais memorável, lembrei de quando decidi reviver os combates da minha campanha de AD&D com o uso de miniaturas para exemplificar onde estavam os personagens em relação aos monstros (nada de usar regras específicas de movimentação e ataques, era mais para propósitos “cinematográficos”).

Foi quando meus aventureiros invadiram o Palácio de Prata de Graz’zt. Em um momento anterior (acho que citei aqui), eles tinham resgatado Waukeen, a deusa do comércio, de sua prisão e sofreram as consequências por isso. Ao invés de esperar anos tramando, como a gente já estava jogando no ritmo de quase uma vez por ano, Graz’zt enviou sua filha Thraxxia para capturar/matar os entes queridos dos aventureiros.

E foi assim que o filho de Roswald foi arrancado do útero de sua mãe e trancafiado em um jarro de prata, com uma tentativa de incriminar Sinclair, o filho de Yasha e Snake também foi raptado (embora já estivesse nascido) com uma chantagem feita aos Ladrões das Sombras…

Foi o suficiente, eu acho, para fazê-los ir atrás de vingança. Ninguém esperava que eles fosse se transportar para o Abismo e invadir o Palácio de Prata no estilo pé na porta e soco na cara. E foi aí que enfrentaram uma horda de demônios. Coloquei as miniaturas dos jogadores e suas posições e, enquanto descrevia a cena, ia empurrando todas as outras miniaturas que tinha (um monte!) na frente deles. Era a hora sendo visualizada não apenas no olho da mente, mas em proporção do que estavam enfrentando.

grazzt

Essa figura não faz jus ao que dizem sobre Graz’zt ser o príncipe demônio da sedução.

Obviamente houve o confronto direto contra Graz’zt, uma luta quase descrita como um episódio de Dragon Ball Z, com o impacto dos golpes do lorde abissal modificando o ambiente ao seu redor. Assim que causaram dano o suficiente para distraí-lo e deixar Snake se infiltrar e resgatar os raptados, deixaram Graz’zt tão ferido a ponto de demorar a se regenerar e fugiram de volta para Faerûn.

O lorde abissal aprendeu uma lição: não mais tentar intimidar sujeitos tão loucos a ponto de sair quebrando sua casa, matar sua filha e Regra-de-Três, seu mordomo. Ser um gângster e deixar cabeças de cavalo na cama dos outros realmente não deveria ser o método empregado por Graz’zt.

Dia 30 – RPG mais raro que tenho

Dando uma olhada na minha recente lista de compras, fico na dúvida entre o Rules Cyclopedia de D&D ou seu companion de monstros, o Creature Catalog. Por vir pelos correios (e que, por favor, não desapareçam no caos alfandegário e postal) ainda estão a reedição de Ravenloft como caixa de cenário e o livro Lords of Darkness de Forgotten Realms ainda para a 3ª edição. Realmente fico na dúvida, mas acho que um dentre esses citados.

Dia 31 – RPG favorito de todos os tempos

Por fim, meu RPG favorito de todos os tempos é o D&D, seja ele em sua forma antiga, na caixa básica da Grow, na forma Advanced, como conheci lançado pela Abril no Brasil, seja na terceira (e meia) edição ou na Next (ou quinta). Foi com o D&D que iniciei e é onde sinto que tenho minha zona de conforto. É o tipo de história que quero criar com mais frequência com meus jogadores.

Sobre a quarta edição… bem… Acho que fica legal pra “jogos de torneio” ou aventuras one-shot de encontros. A única vez que joguei, num desses encontros de RPG no Bob’s que têm aqui no Rio, curti, mas com essas ressalvas. Não me parecia um jogo que daria abertura para fazer coisas fora de uma dungeon, há uma ênfase muito maior no aspécto tático e estratégico do combate.

E mesmo que o D&D Next seja um fracasso e talvez a franquia morra no papel (bate na boca e na madeira 3 vezes pra espantar o mau agouro), haverá ainda retroclones e jogos derivados, como Old Dragon e Dungeon World, que mantêm viva essa chama da aventura em nossos corações.

E assim encerro essa postagem que está desde final de Agosto do ano passado por terminar. Livre de um fantasma, vamos caçar outros!

Categorias:RPG

Manual de Bons Modos no Cinema – Parte 1

janeiro 7, 2015 1 comentário

Minhas idas ao cinema, principalmente quando estou sozinho, têm sido frustrantes. Já comentei sobre o assunto nesse post e nesse daqui. Houve também aquela vez que fui ver Eu, Robô e o filho do senhor que tinha sido atingido por uma lata de refrigerante devolveu com maior força em cima do guri, mas eu desvio do assunto… ou não.

Depois de ter visto O Hobbit – A Desolação de Smaug e ter protelado a vista de O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos, finalmente paguei minha dívida. Não é o melhor dos filmes, há muita Legolice, forçações de barra para explicar como alguns personagens se conhecem no Senhor dos Anéis, mas há seus momentos (e a gente já sabia o final né). Poderia ter sido uma experiência melhor se não fosse o casal do meu lado.

E é por isso que começo esse manual de bons modos no cinema:

  1. Se o filme faz parte de uma série, tente se inteirar sobre ela ou ao menos descobrir o que precisa pra entender o filme corrente.
    Você vai evitar fazer perguntas a todo momento tentando entender quem é quem, como estão relacionados e o que está acontecendo. E vai evitar atrapalhar a experiência dos amiguinhos.
  2. Se você está indo ao cinema só pra agradar seu namorado/a, parceiro/a, peguete, sei lá, o quê, faça o favor de respeitar sua companhia e os outros à sua volta.
    Se a pessoa te chamou pra ver o filme que ela gosta, é porque quer dividir esse momento com você. Não tente estragar desviando a atenção do filme. Se são namorados, por favor, a gente sabe que ele ou ela “também quer”, e que no escurinho do cinema com pessoas em volta é divertido por ser perigoso. Não precisa ficar falando isso, a gente sabe, muitos de nós fizeram isso no cinema quando adolescentes. Em casa vai ser bem melhor porque a noite foi prazerosa.
  3. Sacos de pipoca e copos de refrigerante, uma vez vazios, não devem ser usados como instrumento de tortura.
    Não, não me interessa se você tem talentos musicais e consegue tocar Brilha Brilha Estrelinha amassando o saco de pipocas. Guarde isso pra um show de calouros, não pra sala de cinema.

Acho que por hoje basta, já é difícil pra algumas pessoas assimilarem esse conteúdo. E vocês, caros leitores, como foram suas últimas experiências no cinema?

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.600 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 60 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

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