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Changeling: o Sonhar

Recebi o livro hoje, uma grata surpresa. Achei que ia demorar mais um dia para chegar, dado o feriado de segunda feira.

Sem sombra de dúvida, é o livro mais belo da White Wolf no tocante ao Antigo Mundo das Trevas. Todo colorido, com arte interna de gênios como Tony DiTerlizzi, certamente vale o preço alto. A capa da segunda edição, com uma moldura em preto, destaca a arte em vitral do grifo segurando a espada com o relógio aos pés. Comparativamente, o Reinos de Ferro possui um preço similar, mas possui mais material e é preto e branco.

Infelizmente ainda não pude devorar o livro. Dei uma olhada no capítulo introdutório e folheei parando para ver algumas regras (ainda não vi o sistema de magia de Changeling, disseram que era mais apelativo até que o de Mago a Ascenção, outra recente aquisição que precisa de mais atenção minha). Há ilustrações de página inteira, coisa que não via desde os antigos manuais de AD&D.

O clima do jogo parece ser muito interessante, correspondendo à minha expectativa quando li uma matéria do Caldela (se não me engano) numa Dragonslayer nem tão distante assim. Segue algumas passagens do livro que me conquistaram e trouxeram o brilho dos olhos de criança a mim.

Changeling é um jogo narrativo sobre o Sonhar. Trata da inocência perdida, do ceticismo da vida adulta, da recuperação do faz-de-conta e dos frutos da imaginação. Neste livro você encontrará um mundo invisível de fantasia que coexiste com nossa realidade: um lugar de alegrias, mistérios e enormes perigos.

Ao jogar Changeling, você entenderá que os contos de fadas não são apenas coisa de criança (não que tenham sido algum dia) e que nem sempre têm finais felizes. Você descobrirá o que significa ser exilado de sua terra natal e perseguido devido a sua verdadeira natureza, o que é ser incapaz de expressar a beleza que brota de sua alma. Você saberá o que é se sentir só em meio à multidão, estar ciente do poder dos sonhos e ser capaz de explorar o poder da magia. E você entenderá o que é estar indefeso nos braços do Destino e ser incapaz de impedir que o peso esmagador da Banalidade roube de sua memória tudo o que você descobriu.

Há algum tempo que eu não me empolgava com um livro de RPG pelo seu mood ao invés das regras, como foi o caso do novo Mundo das Trevas (esse ainda preciso jogar Vampiro para poder julgar as mudanças no setting), ou apenas por ser fã do cenário, como com os últimos lançamentos de Tormenta. Mago não conta porque eu já tinha jogado, e como um Adormecido (e me diverti muito assim).

Talvez minha próxima aquisição seja Demônio: A Queda. Estou lendo a versão em pdf (shame on me… NOT). Essa tentativa de explicar o mito da expulsão do homem do Paraíso e a revolta dos anjos caídos tangencia Preacher na parte que Deus pareceu ter abandonado o mundo e até onde li foi feita de uma maneira que me agradou e respeita o mito de Caim de Vampiro a Máscara.

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