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Campeonatos e Perdedores

No post de hoje do Girls of War, Vivi conta sobre um campeonato de Mortal Kombat que seu primo 4 anos mais novo ganhou. Esse post me lembrou dos próprios campeonatinhos, ou rei da mesa, que fazíamos até não muito tempo, enquanto ainda estávamos no meio da faculdade e podíamos reunir todos nas férias.

O fato de você juntar os amigos e competir entre eles é fantástico! Estão ali reunidos diversos sentimentos, como a amizade, a própria competição, a revanche (contra quem você perdeu antes), a derrota (contra alguém melhor ou com mais sorte), que juntos formam um caldeirão gostoso que nos entretém, diverte e faz o tempo passar, deixando apenas as lembranças e aquele gostinho de quero mais saudoso.

Pode ser campeonato do que você quiser: jogos de luta  como Street Fighter, Mortal Kombat e King of Fighters; jogos de corrida e esportes como Top Gear, Fórmula 1 e FIFA; jogos de tiro como Turok 2, Quake e o multiplayer de Star Fox. Não importa qual o jogo, o sentimento de ter as pessoas reunidas em um mesmo lugar, um olhando para o rosto do outro (como a Vivi bem aponta, com a cara de “Se ferrou, mané”) não pode ser substituído pelas vozes digitalizadas via Skype jogando online.

Você provavelmente não verá uma cara assim online

Quando meus pais deixaram a casa para mim no Carnaval de 2004, e eu, jovem inconseqüente, reuni meus amigos para uma noite de bebedeira e folia pela cidade (mais detalhes outra hora), tivemos uma experiência etílica no N64 jogando Star Fox (com naves muito mal guiadas) e Turok 2 (com Luciano Pavarotti ao fundo, transformando o jogo em um filme de guerra com sangue e música clássica).

Tente imaginar as R-Wings de Star Fox pilotadas por esses sujeitos

Já durante a faculdade, nas férias quando conseguimos reunir o povo, jogamos várias partidas de King of Fighters 2006 e Soul Calibur 3 no PS2. Especialmente em Soul Calibur, foi instituída a Regra Segall: “Quem tomar 3 rounds de perfect, dá o fuin”. NUNCA ninguém perdeu após essa regra, se o sujeito toma dois perfects (isto é, perde duas vezes sem tirar sangue do oponente), ocorre uma transformação violenta que o faz jogar melhor que todos para defender sua honra traseira. E claro, ninguém quer ver essa regra ser aplicada…

Já no Rio, eu e Frango estávamos em um evento de jogos e desenhos japoneses quando resolvemos entrar em um campeonato de Naruto 3 do PS2. Nunca havíamos jogado essa versão e nem treinado direito nas outras. Esperando cairmos um contra o outro, caímos contra moleques pré-adolescentes que nos deram um sacode e ainda cantaram vitória por terem vencido adultos. Shame on us? Nem um pouco, shame on them por terem enfrentado jogadores piores e terem comemorado como se fosse o último biscoito do pacote. Mas deixemos isso de lado, eram aborrecentes em crescimento e não vão pegar garotas se contarem que sabem jogar Naruto de olhos fechados.

Percebam, queridos leitores, que jogar multiplayer local é uma experiência marcante que poucos dos novos jogadores conseguirão experimentar. Muitos dos novos só jogam online, ou nem jogam mais com amiguinhos. Nunca poderão experimentar a sensação de ter um amigo falando “Há 10 anos eu não era vencido no Bust-a-Move e você me derrotou”. Obrigado Alan e Vanessa por me propiciarem este momento =D

E não poderia terminar sem uma foto do melhor multiplayer local, RPG. Diogo mestrando Segunda Guerra Mundial para um grupo de pracinhas.
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Categorias:games, nostalgia, Resende
  1. janeiro 23, 2011 às 17:26

    >Fico revoltado por você não ter mencionado Mario Kart.Sinto falta das Team Fortress Fridays que fazíamos lá no trabalho… Jogar online realmente não é a mesma coisa.

  2. janeiro 23, 2011 às 18:35

    >007 Goldeneye 64 e tenho dito.Nunca me esquecerei do ponto onde o vício encontra a mecânica de jogo e existem pelo menos cinco minas esperando em cada respawn point.Ah, os jingles de morte em loop eterno…

  3. Jan
    janeiro 23, 2011 às 19:21

    >Realmente, multiplayer local é bem mais divertido que online. Dos jogos competitivos, destaco Worms, Dashin Desperadoes e Mario Kart. Dos cooperativos, temos Toejam & Earl e New Super Mario Bros Wii.

  4. janeiro 24, 2011 às 19:24

    >As fotinhas do Baere sempre são insuperáveis 🙂

  5. janeiro 25, 2011 às 00:34

    >Bom, não sou um décimo do nerd que você é, Bruno, mas tenho em memória nossas jogatinas de Mario Party, Indigo Prophecy e Guitar Hero. Mais recentemente, o Goldeneye. Claro que com o Eric é tudo mais divertido. Ter alguém que não dê a mínima pro jogo e só queira cagar a parada é indispensável, eu diria.Abraço!

  6. janeiro 25, 2011 às 21:42

    >Saudades dos meus tempos de campeonatos na vizinhança. Acho que deve ser por isso que nunca achei muita graça em jogar online hoje em dia. Acostumei do jeito que era antigamente… rs

  7. janeiro 27, 2011 às 22:26

    >Concordo com o Pedrinho! Ficou faltando falar do Mario Kart! 😛 E claro, Super Mario Bros Wii, também, que pra mim é o melhor pra se jogar em grupo! Caos total! 😀

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