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SBGames 2011 – Salvador: Dia 3 – Último dia

Acordando um pouco mais tarde por causa do cansaço acumulado de alguns dias, acabamos nos “dando bem”, porque a luz na UNEB estava sendo mantida por gerador, e somente a luz: nada de rede ou ar-condicionado. O Teatro UNEB estava relativamente cheio de pessoas com calor, pelo menos o keynote do Jarvinen compensou o suadouro. Vimos uma árvore quebrada que caiu sobre alguns fios, deve ter sido isso.

Após o keynote, partimos para o último almoço em Salvador, na mesma tenda do primeiro dia. Os últimos papers que vimos foram o de chiptune do track de cultura (gostei, embora tenha sido diferente do que esperava; em Floripa vi um que os autores exploravam como criar os tunes ao invés de analisar seu impacto cultural), o de jogos para cego (interessante pesquisa, embora a hitbox do personagem tenha atrapalhado a movimentação) e o de exergames para dispositivos mobiles (que me deram noções de mais coisas para adicionar na minha dissertação).

O Festival de Jogos Independentes, voto popular, teve uma surpresa, pelo menos para nós: o Lights Out ganhou o terceiro lugar, quando mesmo nós não esperávamos nada, já que pensamos que uma das possíveis falhas do jogo é sua obrigatoriedade de 2 jogadores, o que poderia afastar alguns jogadores que não tivessem com quem jogar.

No final, tivemos a exibição de um vídeo, Returning Fire: Interventions in Video Game Culture, que mostra intervenções artísticas sobre jogos FPS, trazendo uma crítica à banalização da violência em diversas mídias e à guerra.

Termina mais um SBGames com diversos problemas devido à chuva, como foi o de 2009 no Rio de Janeiro. Penso se não seria melhor mudar a época do simpósio ou se não deveríamos aproveitar que estamos na Bahia pelo menos contratar um pai de santo pra tirar essa urucubaca.

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Categorias:fail, games, viagens
  1. Pedro Luchini
    novembro 10, 2011 às 21:37

    Na segunda (e última) vez que fui ao SBGames em BH tinha o maior ar de “estamos virando gente grande”, com o recém-anunciado escritório da Ubisoft e o lançamento do Zeebo. Parecia que o Brasil finalmente ia começar a pensar em virar alguém que cogita desenvolver games.

    Nunca mais ouvi falar nisso. Qual sua impressão, tendo participado do evento nos últimos anos?

    • novembro 11, 2011 às 09:53

      A Ubisoft Brasil, pelo menos na parte de desenvolvimento, foi cancelada. O Zeebo foi um fracasso. Em 2009, um ano depois de BH, a minha sensação era de que tudo tinha se estagnado com os anúncios em parte motivadores, mas carregados de dúvida subjetiva.

      Em 2010, o keynote do Tarqüínio Telles da Hoplon foi mais desmotivador que motivador, fora os problemas do evento que o fizeram ser em lugar apertado, como o principal financiador indo embora por questões políticas (acho que era prefeito de Floripa ou o governador de Santa Catarina que jogou-se em nova candidatura e perdeu). Fora isso, na Plenária nós vimos quem realmente mandava na seleção de candidatos a cidade-sede e tirou a seriedade de uma votação.

      Nesse ano, como comentei um dos absurdos do Dia 1 (https://pizzafrita.wordpress.com/2011/11/07/sbgames-2011-salvador-dia-1-2/), a primeira apresentação do track de indústria falou do mercado europeu e depois só falou que o mercado brasileiro estava amadurecendo. Comparativamente não, mas nenhuma comparação foi feita pelo palestrante, apenas os dados foram jogados no projetor. Aliás, na Inglaterra só vejo estúdios afundando, demitindo muitos funcionários.

      A Abragames, na minha opinião, é um belo fantasma de Scooby Doo. Já impressionou você no passado, mas hoje você sabe que não dá nem um susto. E o Jogo Justo, até agora pelo menos, só teve participação significativa com os lojistas, falta ver algum jogo nacional com o selo deles pra mostrar que estão mesmo ajudando todos os setores e cobrindo a brecha que a Abragames deixou.

      A única força crescente no desenvolvimento brasileiro está nos indies, tivemos um influxo grande de jogos do pessoal do NAVE Rio e Recife e do curso Saga. O Rio de Janeiro teve boa participação no envio de trabalhos acadêmicos, mas levou um sacode nos jogos independentes.

      Pelo que pude conversar com outros participantes, o curso de pós-graduação da PUC-RS em jogos contou com presença docente de profissionais egressos da finada Ubisoft Brasil (ex-Southlogic Studios) e vi o Toren (http://toren-game.com/) da Swordtales, feito por pessoas que fizeram esse curso.

      Minha impressão, com isso tudo, é que fazer jogos independentemente ainda é nossa opção mais real, já que as empresas existentes acabam pagando um salário inferior a trabalhos mais tradicionais em informática, em parte devido aos clientes que vêem jogos apenas como “um site que poderia ter passado pro sobrinho fazer”, como é comum esse tratamento na publicidade e design, descabelando os profissionais. Ainda estamos longe de ter publishers nacionais querendo publicar nossos jogos ou encomendá-los, mas caminhamos para isso, uma frase que é dita desde que entrei na faculdade (e olha que isso faz tempo).

  2. Pedro Luchini
    novembro 11, 2011 às 10:44

    “Fora isso, na Plenária nós vimos quem realmente mandava na seleção de candidatos a cidade-sede e tirou a seriedade de uma votação.”

    Elabore.

  3. Pedro Luchini
    novembro 11, 2011 às 11:38

    P.S.: Vi agora o trailer do Toren. Difícil acreditar que seja brasileiro. o_o

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