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Mega Man 4 e o retorno à escolavéia

Feliz Ano Novo, caros 1d6 leitores do Pizza Frita! E para o primeiro post de 2012, um pouco mais de velharia.

Tendo uma viagem para uma cidade litorânea para passar o Réveillon, decidi tirar poeira do PSP. Seria um momento em que poderia aproveitar a viagem para terminar alguns jogos que estavam perigosamente envelhecendo e acumulando muito tempo sem uso: levei Final Fantasy IV e God of War: Ghost of Sparta. Esperando usar o tempo da viagem para avançar em FFIV, descubro-me sem o save, que ficou no cartão de memória antigo. Parto então para o Ghost of Sparta, que havia começado no demo.

Ghost of Sparta realmente foi melhor e levemente mais demorado que o anterior, Chains of Olympus. A história acrescenta conteúdo entre God of War 1 e 2 (que preciso terminar) e é tudo que esperamos de um jogo do Kratos, inclusive com mini-game de sexo que rende um presentinho na terceira visita ao bordel de Sparta. Mas findo God of War, teria que pegar um jogo instalado. Eis que me deparo com uma velharia de minha infância.

Tela de abertura de Rockman 4

Mega Man 4 traz uma das minhas primeiras lembranças quando a Escola Um mudou para seu novo endereço: estávamos eu e Daniel conversando sobre o jogo e seu novo inimigo, o Dr. Cossack. Era uma época em que só podíamos contar com revistas como Videogame e Ação Games e com os relatos de nossos amigos ou seus irmãos mais velhos. Havia ainda oportunidade para muitos boatos (as próprias revistas caíam nesses boatos, como o Shen Long de Street Fighter II – que de tão famoso virou personagem oficial em Street Fighter IV).

Tela de seleção de fase

Fora as boas lembranças, Mega Man 4 também me traz a lembrança, junto com o 2 (que terminei no iPhone) de ser os jogos de NES que nunca consegui matar um chefe, mesmo com a revista com detonado do lado. Lembrando de pouca coisa, segui para o estágio de Toad Man e rapidamente o dominei. Havia matado meu primeiro robô-chefe de Mega Man 4. Estaria o terror da infância sendo dominado?

Robôs derrotados

Sem acesso a revistas ou detonados, nem FAQs de internet devido ao uso em quase excesso da rede 3G em Dezembro, fiquei surpreso que na madrugada do segundo dia jogando eu já estava no final do jogo, enfrentando novamente os 8 robôs de Cossack, agora comandados por Wily! Era hora de retomar as estratégias old-school!

Castelo do Wily

Anotando no celular as armas que derrotavam cada chefe, fiquei surpreso que não percebia como a única arma restante, a do Pharaoh Man, não afetava muito o Ring Man. Outros chefes caíram mais fácil ante o Mega Buster, como Toad Man, Skull Man e Dust Man, e foi a arma básica (e alguns E-Tanks) que derrotaram o Ring Man. Ao enfrentar a segunda forma da nave caveira de Wily, fiquei surpreso que nenhuma arma fazia efeito, até que já no Rio, e me rendendo aos FAQs, descobri uma peculiaridade de Mega Man 4: a arma de Drill Man podia explodir se eu apertasse o botão de tiro novamente! E mais: carregar a arma funcionava também com a arma do Pharaoh Man. O tolo aqui achava que era uma característica de Mega Man X!

Explosão!

Terminado Mega Man IV, restava a sensação de cumprimento do dever, de retirar um peso da infância que atormentava minhas costas e de jogar um Mega Man clássico, embora visto como o início do declínio da série no NES. Embora Mega Man 9 tenha sido o retorno às raízes, fugindo das mudanças do 7 e do 8, achei mais punitivo que o 3 ou o 4 no design de fases. E não posso comentar sobre o Mega Man 10, só joguei o demo e só começarei o jogo quando terminar o 9.

Zerando Mega Man 4

Mas certamente, o que me deu mais gosto foi voltar a fazer anotações de estratégia de um jogo, coisa que fazia muito quando alugava jogos, lá naquela época sem internet, quando nossa fonte de notícias e dicas eram os amigos e as revistas. Uma época que provavelmente só sentiremos lembranças, no máximo teremos um gostinho com jogos que procuram seguir a estética escolavéia, como The Binding of Isaac, sem entretanto perderem a evolução que os jogos sofreram.

E ainda quero fazer meu clone de Mega Man, uma homenagem minha à Capcom e Keiji Inafune pelos maravilhosos momentos que essa série me proporcionou na infância.

Presented by Capcom

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Categorias:games, nostalgia, viagens
  1. Pedro Luchini
    janeiro 3, 2012 às 15:17

    Joguei muito Mega Man IV no Game Boy, com um cartucho emprestado de um amigo meu. Como era tradição na época, esse port inclui quatro chefões do 4 (Toad Man, Bright Man, Pharaoh Man, Ring Man), quatro chefões do 5 (Stone Man, Charge Man, Crystal Man, Napalm Man), e um chefão original (Ballade). Nessa versão também a arma Pharaoh Shot pode ser carregada, fazendo com que Mega Man leve uma esfera de energia sobre sua cabeça e pareça uma representação do Deus-Sol egípcio (um toque que achei muito bacana, dadas as extremas limitações do sistema).

    Tenho a impressão que as versões de Game Boy são mais fáceis do que as de NES — Mega Man I e IV de Game Boy são os únicos games da série “Classic” que eu zerei no console, sem usar artimanhas de emulador. Joguei Mega Man 4 nos bons tempos em que NESticle era o praticamente o único emulador que existia, ponto, e apesar de ter explorado (creio eu) cada canto daquele game nunca descobri essa função secundária da arma Drill Bomb… Que mancha na minha reputação de megamaníaco. 😦

    (Uma curiosidade sobre notação: Ao falar de Mega Man, os numerais arábicos indicam as versões de NES e os numerais romanos indicam as versões de Game Boy. Esse é um padrão seguido na Wikipedia, TVTropes, Mega Man Knowledge Base, e sabe lá quantos outros sites. Não sei de onde saiu, pois nem os próprios games seguem uma notação consistente, mas agradeço por alguém ter instituído este pingo de ordem no oceano de caos que é a Internet.)

    • janeiro 3, 2012 às 23:15

      Suas correções foram incorporadas. Eu ainda não consegui pegar duas armas secretas (um era um balão, acho que ajuda na batalha contra a nave caveira do Wily se for pra usar o Mega Buster).

  1. dezembro 30, 2012 às 18:51

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