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Review: Arcade Mania! The turbo-charged world of Japan’s game centers – Brian Ashcraft with Jean Snow

Ter ido pra São Paulo pro SBGames foi uma jornada de grande conhecimento, tanto pelo evento em si quanto por encontrar amigos que só vemos nessas oportunidades. Outra coisa boa foi conhecer a cidade que nós que moramos no Rio sempre zoamos e ver que é um bom lugar, tirando o trânsito e a poluição constante. Uma outra ainda foi topar com esse livro na Geek.etc.br da Paulista.

Estava ali com Citadels debaixo do braço, olhando a seção de livros de jogos e RPG sem muita pretensão de encontrar algo bacana quando vejo um livro meio furtivo e rolo meu teste de rapidez para segurá-lo. Não tinha ouvido falar dele, mas do autor já. Brian Ashcraft escreve pro Kotaku, um site sobre jogos e cultura pop (hoje podemos falar cultura nerd, já que tá na moda) e por viver no Japão pode escrever qual é a visão de um gaijin sobre a cultura local dos arcades.

Quando foi a última vez que você foi a um arcade, ou fliperama, por aqui no Brasil? Tirando alguns grandes centros como a Hot Zone no Barra Shopping, talvez só restem alguns gatos pingados em rodoviárias e bares de interior, com seus Street Fighter 2 modificados e outros jogos de luta como King of Fighters. Porém, na terra que revitalizou a indústria dos jogos eletrônicos após o crash da Atari, ainda há centros especializados em algumas máquinas específicas.

O livro segue uma fórmula: cada capítulo apresenta um tema, ou um estilo de jogo ou uma mania, como as máquinas de foto, detalha como tudo começou, seu principal centro no Japão onde as máquinas estão localizadas e o estado atual, tudo isso guiado por alguma personalidade ou expert na área. E vão desde famosos por essas bandas como o Daigo Umehara sobre jogos de luta a personalidades mais restritas, como Yuka Nakajima, que lançou vídeos sobre como capturar bichos de pelúcia naquelas máquinas que sempre vimos como um embuste.

Talvez as 192 páginas sejam poucas para entrar em detalhes sobre a história e as diferentes ramificações de cada estilo analisado. Enquanto coisas mais estranhas para nós possam parecer bem detalhadas, como o caso das máquinas de bicho de pelúcia e de fotos adesivas (que a priori pareceu uma escolha estranha, mas, bem, estamos falando do Japão), os capítulos que tratam sobre assuntos de nosso domínio, como os de jogos de luta e os de jogos retrô deixam aquele ar de “quero mais”, parecendo que faltaram páginas para poder entrar em mais detalhes e explorar mais jogos daquele universo em específico.

O livro foi lançado em 2008, tratando sobre máquinas de bicho de pelúcia, máquinas de fotos adesivas, jogos de ritmo, os shoot’em up e seu subgênero bullet hell, jogos de luta, jogos de azar, máquinas específicas como After Burner e Virtua Cop, jogos retrôs e máquinas que usam cards, uma mania que infelizmente (ou felizmente para os bolsos) não chegou ou não pegou por aqui. É uma pena que termine de forma tão seca, sem uma visão do autor sobre o futuro desses centros de entretenimento e qual seria a próxima mania japonesa a ser lançada.

A luva que protege o livro parece desnecessária dado o pequeno tamanho do volume e poderia ter sido aproveitada como a capa normal. Para quem é aficionado pelo Japão e suas idiossincrasias o livro tem seu valor, para quem vai procurar informações específicas sobre seus arcades preferidos, uma olhada na internet pode trazer mais informações que as poucas páginas de Arcade Mania podem oferecer.Image

http://www.amazon.com/Arcade-Mania-Turbo-charged-Japans-Centers/dp/4770030789

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Categorias:games, livros Tags:,
  1. novembro 26, 2013 às 08:07

    Tô querendo adquirir essa parada aí. Como você citou aí, KillerAsus, é foda encontrar fliperama aqui em SP. Tem 2 lugares que resistiram ao tempo, e ficam no centro da cidade, mas já são lugares que estão querendo aderir um preço alto pelo que oferecem. Em um deles que fica na rua 7 de Abril, é possível tirar um gostinho de jogos de luta mais novos como Street Fighter vs Tekken, Street Fighter 4, entre outros, porém os preços pra isso são caríssimos, tão caros quanto os da hotzone ou fliperama qualquer de shopping que temos aqui. O único orgulho do Centro, é o fliperama de uma família asiática que se localiza na Av. Rio Branco, próximo ao largo do Paissandu, aquele tem os Kof’s, Street’s, até Mortal, mas só as da velha guarda. Obrigado pela matéria, despertou meu interesse pelo livro o qual ouvi falar em um episódio do BFS, mas logo esqueci o nome do tal. Valeu, abraço!

    • novembro 26, 2013 às 08:26

      Opa, obrigado pela visita Robson. Em alguns casts eu uso o Pizza Frita como suporte adicional pro que não deu pra falar no tempo que a gente tem, então fica de olho =)

      Lembro que tinha um pessoal montando um mapa dos fliperamas e arcades espalhados pelo Brasil, mas quando fui procurar aqui o Chrome bloqueou dois sites (inclusive do Estadão) por malware. Se tiver sorte você encontra em algum grupo no Facebook.

      • novembro 26, 2013 às 19:25

        Tamos aí na brodágem, você tem que divulgar mais o seu blog lá durante suas participações, pow! Trazer as nega pra ler as matérias aqui também. Lembro do vídeo no BFS com gameplay que tu fez, devia ver isso aí, em? Eu já vi tanto vídeo por aí, mas o legal mesmo é quando o cara consegui transmitir o XP e o sentimento pelo vídeo e despertar o interesse no público. Tem que fazer mais uns vídeos e tals. Potencial infinito tá contigo malandro, é só tocar o barraco.

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