Início > RPG > #RPGaDay – Dia 7 – O RPG mais intelectual que tenho

#RPGaDay – Dia 7 – O RPG mais intelectual que tenho

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 7 – O RPG mais intelectual que tenho

Quando vi as aspas no “intelectual”, pensei comigo mesmo: será que está sendo usado em tom irônico ou que podemos interpretar o intelectual como quisermos? A série inteira de posts, como vocês podem ter visto na imagem ao final do post, é bem aberta a interpretações. Poderia cair no lugar-comum de zoar GURPS como um RPG intelectual dada sua quantidade de regras (opcionais), inclusive a famosa para cavar buraco (que nem sei se existe mesmo no Módulo Básico, nem tenho como procurar agora). Ou então poderia falar de algum desses RPGs indies narrativóides que querem ser diferentes de tudo e acabam esquecendo o lado jogo da coisa.

Escolhi falar do Busca Final, lançado em PDF gratuito e em versão física (esgotada) pela Secular Games, criado por Giltônio Santos e Richard Garrel. Embora não tenha conseguido jogar (como muitos dos RPGs que comprei depois da terceira edição do D&D), é um desses RPGs mais focados na narrativa, sem ser narrativóide. Há o lado jogo nos conflitos que precisam ser resolvidos, isso não é ignorado nem colocado como uma coisa menor, mas há um foco maior na narrativa compartilhada, assim como em Dungeon World.

buscafinal

A premissa básica do jogo é a busca pessoal. No cenário padrão oferecido, a magia desapareceu do mundo por algum motivo e os jogadores formam um seleto grupo de pessoas interessado em descobrir o que aconteceu, enquanto enfrentam as adversidades do caminho, pessoas que querem explorar esse acontecimento e seus próprios demônios. É a jornada do herói para um grupo inteiro, onde o objetivo final da busca só é alcançado após todos terem completado sua busca pessoal. Só a premissa já é intelectual o suficiente. Para outros cenários, lembre-se como foi a queda da República, a Ordem 66 que dizimou os jedi e a busca de um grupo para restaurar a República e a Ordem Jedi para ter uma ideia. A estrutura narrativa é clássica, esperando o tempero do seu grupo para diferenciar.

Na parte da narrativa compartilhada, o jogo traz a ideia (algumas vezes implementada por alguns grupos em outros jogos) do rodízio de mestre. Todos têm um personagem que faz parte da companhia, e o personagem sai de foco dos holofotes quando seu jogador é o mestre da sessão, fazendo parte do grupo de NPCs que seguem os jogadores (ajudantes, aprendizes, carregadores…). Além disso, institucionaliza como regra a discussão de que um jogador pode realizar um deus ex machina, votado por todos, se melhorar a diversão, como por exemplo, determinar que na cidade que chegaram existe um parente seu que possa dar-lhes abrigo.

Esse é o post do dia 7 e minha sugestão para vocês. Procurem ler o Busca Final, mesmo que acabem não jogando, suas ideias (e as de Dungeon World), trazem enriquecimento e uma nova visão sobre a forma de jogar e contar histórias entre amigos. E tem alguma ideia pra acrescentar a ele? É licenciado sob a Creative Commons 3.0  BY-NC-SA. Este post foi escrito ao som de Super Guitar Bros.

rpgaday

Anúncios
Categorias:RPG
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

E o seu comentário?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: