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#RPGaDay – Dia 11 – RPG mais estranho que tenho

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 11 – RPG mais estranho que tenho

Eu tenho pouquíssimos RPGs importados de onde poderia tirar o tema do post de hoje, e por estranho a gente pode interpretar muita coisa, desde o RPG estranho pelo tema (entraria aqui cenário de campanha?) a estranho pelas regras (talvez confuso ou difícil, mas difícil ou complicado é um tema para outro dia). Estranho por estranho eu poderia dizer o Toon, ou o Paranóia, que são estranhos engraçados, mas não tenho nenhum deles. Defensores de Tóquio tem sua coesão e não seria tão diferente de um Toon ao tratar de seriados super sentai com humor (e porsteriormente animes em geral). Poderia falar de As Aventuras do Barão de Munchausen, mas é um jogo com elementos interpretativos e não um RPG.

A escolha então fica para RPG Quest, da Daemon Editora. Começou como um RPG interessante, uma versão simplificada das regras do Sistema Daemon (ou Trevas, ou Arkanun, como preferir chamar), o que era bom para iniciar novos jogadores e rolar algumas aventuras com um clima mais… aventuresco… e menos dark medieval como Arkanun. A primeira versão contava as histórias de personagens viventes em Nova Arcádia (se não me falha a memória), enfrentando as masmorras e criaturas do vilão da mitologia do jogo. Era mais interessante ainda por trazer um gerador aleatório de masmorras, o que salvou um reveillón de chuva, onde eu e Igor, jogando com 2 anões, invadimos uma masmorra e acabamos mortos nas garras de uma vampira.

Cada módulo seguinte trouxe mais miniaturas de papel, mapas para miniaturas, modo de jogo estilo War… Parecia uma boa franquia, se não padecesse dos mesmos problemas de todo livro da Daemon: a repetição e Ctrl+C Ctrl+V de texto. No chamado Módulo Básico, que serviria pra descrever qualquer personagem de qualquer bolsão planar, há em parte do texto menção ao livro Hy-Brasil, entre outros problemas.

O que me parece mais grave e deixa o sistema estranho é não dividir as dezenas de raças e classes por bolsão planar. Ao abraçar uma infinitude de temas, acaba sendo raso em todos eles. Tentamos uma vez jogar com a liberdade de criar personagens sem qualquer critério de localidade mas o grupo formado não tinha uma unidade que os deixasse interessante. Talvez tenha sido culpa nossa por não conseguir entrar no clima proposto pelo jogo, mas ficou aparentando que era uma tentativa barata de se fazer um Planescape.

Para mim, o estranho de RPG Quest foi ao invés de querer ser um sistema que abraçasse diversos cenários, cada um com suas peculiaridades, trazer essa diversidade para dentro de um módulo que não deveria mais ser básico, a ideia do jogo acabou o matando.

rpgaday

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