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#RPGaDay – Dia 13 – Morte de personagem mais memorável

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 13 – Morte de personagem mais memorável

Já disse em outro post dessa série que um dos poucos personagens que tive fui eu que matei mais vezes, duas na mesma campanha. Tendo essa minha campanha de AD&D a maior que tive, por volta de 7 anos de aventuras (de 2001 a algo entre 2008 e 2009), muitas mortes ocorreram ali, algumas evitadas por ressurreições bem pagas, outras resultando no retorno de personagens como mortos-vivos usando regras que a Dragão Brasil apresentou chupadas de suplementos de Ravenloft, mortes que não fizeram sentido e mortes que eram um deus ex machina para alimentar a narrativa.

Certamente, a morte mais memorável foi quando o grupo de jogadores estava dividido em dois e se enfrentando constantemente: de um lado havia o meio-orc clérigo de Gruumsh H’Larg Mosh (Henrique), o necromante psicopata com delíros de grandeza Sinclair DeLafontaine (Daniel) e ocasionalmente o paladino caído caçador de dragões Fahn (Tércio), que momento ou outro traía seus “amigos”. Do outro havia o ladrão Snake (Décio) e sua trupe de seguidores, a feiticeira Yasha (Juliana), o anão guerreiro domador de feras Anvhar Trostk (Igor), o necromante Roswald (Diogo), lorde da cidade de Stik e o elfo ranger Petrukill (Luciano e Leandro). Decididos a dar um fim a seus constantes embates, H’largh Mosh e Sinclair planejaram uma armadilha para capturar as almas de seus antigos amigos em gemas preciosas. O plano quase deu certo.

Não lembro com detalhes o que deu errado, acho que foi algum estratagema dos seguidores de Graz’zt que eles haviam derrotado na aventura de resgatar a deusa do comércio Waukeen algum tempo antes que destruiu um dos círculos de proteção evocados pelo Sinclair, ou não esperavam que um dos aventureiros passasse no teste de resistência, mas a armadilha falhou e eles tiveram que se enfrentar na unha! Foi uma massacre!

De um lado Roswald flutuava e se protegia com pele rochosa, invocando suas melhores magias de combate. Do outro H’largh Mosh invocava o enxame de pestes que causava uma onda de destruição por onde passava. Yasha conseguiu usar uma magia de ilusão mental que causava a morte do oponente por seu pior medo, mas não contava que tivesse destruído apenas um clone de Sinclair. No meio da confusão, acho que só tinha restado o H’largh Mosh e Snake. O ladrão foi assassinado, mas a única coisa que impediu todos de terem seus corpos e almas destruídos foi que a entidade Feiticeira (nossa versão da Fênix Negra) que habitava o corpo sem alma de Snake assumiu o controle após sua morte e teleportou todos para longe dali.

Até hoje lembramos (ou tentamos nos lembrar) de como tudo transcorreu. Até foi difícil conseguir lembrar de tudo que aconteceu e em que sequência para registrarmos no log da campanha. Pode não ter sido o embate mais épico ou a morte mais tocante da campanha, mas pela bagunça toda e pelos resultados dos dados selvagens, foi a mais memorável e que ainda nos causa risadas e nos faz proferir desafios.

rpgaday

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