Início > RPG > #RPGaDay – Dia 28 – Jogo mais amedrontador que já jogou

#RPGaDay – Dia 28 – Jogo mais amedrontador que já jogou

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 28 – Jogo mais amedrontador que já jogou

Como já disse por várias vezes nessa série do #RPGaDay, joguei muito pouco RPG, tendo assumido mais o manto de mestre. Quando estávamos no colégio e era uma época entre-safras, após algumas aventuras de D&D ou AD&D e antes da minha campanha principal de AD&D, tinha sempre um livro ou revista na mochila com um sistema de regras. A bola da vez era Trevas, a primeira versão, em formato de revista. Era fácil de carregar, simples de explicar e com menos furos e repetição de texto que as versões posteriores dos jogos da Daemon, afinal, ainda era a primeira edição, vindo logo depois de Arkanun. Na verdade, o sistema de regras nem importava muito pra esse caso, mas ajudava a dar o tom de mistério e terror quando os jogadores viam a capa e sabiam que podiam enfrentar forças sobrenaturais.

Algumas vezes ocorria de termos aula no sábado. Era coisa como matéria adicional que a professora precisava passar para quem fosse fazer prova para outro colégio, já que o nosso terminava na oitava série (lembre-se que estou falando de uma época anterior à reforma que adicionou o nono ano), ou para compensar a ausência por viagem ou doença de alguma professora. Era quando eu resolvia testar as aventuras solo com meus jogadores. Não havia texto preparado, nem uma ideia de como começar e terminar na minha cabeça. Deixava a coisa rolar baseado no que o jogador reagia ao mundo. Geralmente eram histórias de mistério quase sem pé nem cabeça, afinal, não precisaríamos dar explicações melhores, era uma aventura one-shot solo… O Igor foi minha primeira cobaia. Mas a segunda cobaia que teve resultados mais interessantes.

Partindo dessa ideia das aventuras one-shot solo sem muito rigor, resolvi mestrar em uma dessas faltas de professora. Acabou que não só o Daniel, mas o Igor e Daniele se juntaram. Era uma aventura de zumbi padrão, coisa de misturar a USP descrita no suplemento Temporada de Caça com Racoon City. E funcionava. A invasão zumbi começou em um laboratório da USP, alunos estavam sumindo, professores pareciam cada vez mais arredios, e no meio dessa confusão estavam os jogadores. Estar fora de seu campo de conforto, como heróis medievais, e jogados na mortalidade de pessoas comuns que por acaso poderiam ter uma arma contra algo que pode nem ser machucado deixava os jogadores apreensivos. Cada esquina dobrada podia ser a última. O uso de armas de fogo podia atrair atenção indesejada, e se fosse coisa dos militares? E se não há mais seres humanos vivos lá fora e perdemos o fim do mundo aqui dentro? Muitas dúvidas, muita apreensão.

A aventura acabou sendo interrompida pelo horário da próxima aula, mas meu prêmio viria no momento em que o Daniel voltava do corredor onde fora beber água e disse que tinha tomado susto com um senhor que encontrara por lá, dada a tensão da aventura que havia acabado de jogar. Só pude rir e me dar por satisfeito de termos criado uma boa história que repercutiu na vida real.

rpgaday

Anúncios
Categorias:RPG
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

E o seu comentário?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: