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Uma breve volta no tempo: 5 dias depois

Terminada a primeira semana comercial depois que me propus o desafio do post anterior, vamos aos resultados.

É possível sim…

Durante esses dias que permaneci incomunicável, consegui me sentir mais livre, sem estar com a necessidade de ler mensagem ou responder imediatamente alguma pessoa. Não perdi reuniões nem deixei de me encontrar com pessoas com as quais já havia combinado previamente.

Pra trabalhar é uma maravilha

No trabalho, senti-me mais focado em minhas tarefas. Quando precisavam falar comigo, ou vinham à minha baia pessoalmente ou mandavam um e-mail. Nada muito diferente do que já fazíamos. As mensagens que eram trocadas via grupo em What’sApp passaram por outro meio. Pelo Hangouts, nada mudou, já que ainda tenho uma aba do Gmail (ou do próprio Hangouts) aberta para comunicação da equipe.

Pequenos momentos de conexão

Para marcar um cinema, por exemplo, ou mesmo pedir para um amigo do trabalho reservar uma marmita, usei o Facebook. O Messenger, assim como o Hangouts, tem um site próprio, podendo cair no risco de deixar aberto e receber várias mensagens.

Em alguns momentos de descanso (se você usa a técnica Pomodoro, pode aproveitar pra isso), ia ver as mensagens. De noite, entrava em contato com meus pais pra saber se tudo estava bem. Isso requer um pouco de disciplina para manter o foco, senão acaba sendo um substituto do celular. Se você estiver respondendo sempre, está dando abertura para mensagens chegarem a qualquer hora e possivelmente com cobrança de resposta.

Alguns deslizes

Em certos momentos, tive que ligar o celular novamente para logo depois desligar. Como uso two-factor authentication em alguns programas, surgia a necessidade de ligar o celular e ativar o programa de autenticação para poder fazer o que queria.

E era nesses momentos que o What’s App, outros mensageiros e outros programas atualizavam suas notificações. Da primeira vez, foi um horror! Ficou tudo lento, as mensagens iam aparecendo na barra de notificações de forma bem lenta (algumas que já tinha visto, por exemplo, no Facebook). Mais sobre isso a seguir.

Também usei para mandar uma foto para minha namorada de um jogo que tinha comprado para usarmos no Wii dela. Tentei tirar e enviar a foto pela câmera do netbook (um Acer Aspire One que tenho desde 2010) usando a opção de envio de imagem (cujo ícone é uma câmera) pelo chat do Facebook, mas não funcionou.

O único dia que saí de casa com o celular, mesmo desligado, foi essa sexta. Como ia jogar RPG na casa de uns amigos, não sabia se teria carona pra voltar e tendo em mente que costumamos jogar até de madrugada, precisava dele pra voltar de Uber. Felizmente, não foi necessário, teve carona.

… mas é difícil abandonar algumas coisas

Alguns fatores que me fizeram repensar a escolha que tinha feito foram justamente o two-factor authentication, que nos deixa reféns do celular (alguns programas permitem responder via email ou outros métodos) para acessar os serviços, e também a própria questão do Uber ou outro aplicativo para chamar uma condução, de forma que você possa pagar com cartão.

São confortos e seguranças que podemos ter com o uso de aplicativos de celular (fora os usos óbvios, como avisar e ser avisado de emergências). São opcionais? São, ninguém depende deles, mas são desejáveis.

Felizmente, não tive nenhuma necessidade em que o uso do celular pudesse evitar ou que precisasse dar um jeito para resolver sem.

Desconectar é preciso

Os aplicativos de celular trazem diversas facilidades para nossa vida, como comprar ingressos para cinema ou shows, comunicação instantânea, compartilhar momentos e socializar com pessoas que estão distantes.

Porém, podem se tornar distrações. Vemos várias campanhas sobre atenção no trânsito (temos até leis contra o uso de celular enquanto se está dirigindo), reclamações em redes sociais sobre como as pessoas pararam de conversar para viver imersas em seus celulares mesmo quando estão tête-à-tête.

Embora uma imagem que circula há um tempo sobre pessoas lendo jornais em um vagão de trem sugira que sempre fomos antissociais, o celular (e diria mais, qualquer aparelho eletrônico interativo) oferece muito mais distrações. Esse post no Medium fala mais sobre o assunto, recomendo.

Claro, o demônio não são os aparelhos e os softwares que rodam neles. Fomos nós que os fizemos, nós criamos  nossas próprias algemas. Cada pessoa tem sua forma de lidar com isso. Algumas são mais propensas a dependerem do celular, algumas não. Algumas conseguem se separar dessa “necessidade” por conta própria, outras podem precisar de ajuda profissional.

Mesmo nesse netbook de 6 anos em que escrevo esse post, a aba do Facebook está me mandando notificações de que recebi mensagens em um chat de grupo. Precisamos aprender a nos desconectar, desligar as notificações, as vibrações. Tornamo-nos tão disponíveis para os outros e tão ansiosos por novidades que esquecemos do tempo que precisamos para nós mesmos, para os outros que estão à nossa frente e para nossas responsabilidades.

E vocês, meus leitores. O que pensam sobre esse assunto? Já tiveram experiência similar ou vontade de se desligar?

Bônus: Número de mensagens no What’s App que não respondi

Conversas pessoais e grupos com mensagens não lidas: 21
Total de mensagens não lidas em uma semana (somatório): 152 + 60 + 479 + 200 + 9 + 2 + 14 + 230 + 101 + 1 + 21 + 1 + 7 + 2 + 1 + 2 + 20 + 2 + 10 + 1 + 2 = 1317

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Categorias:Untagged
  1. abril 30, 2016 às 14:42

    Baere, estou acompanhando sua aventura desconectado e achando um barato 😉

    BTW, se você usa técnica Pomodoro, recomendo esta ferramenta aqui (gratuita e sem propagandas) desenvolvida por um cara muito bacana: http://polei.ro/pomodoro

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