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Archive for the ‘RPG’ Category

Geradores aleatórios: personagens e ajudantes

fevereiro 11, 2015 Deixe um comentário

Após conseguir montar um grupo pra jogar Old Dragon (a campanha está sendo reportada aqui) e tendo passado algumas sessões, senti a necessidade de montar outros grupos de aventureiros que eles encontrariam pelo mundo. Como não queria ficar rolando dados e gastar muito tempo com NPCs que não tenho como saber se merecem uma dedicação maior (isto é, que vivam tempo suficiente para criarem personalidades) e como grande fã de tabelas aleatórias (vejam esse post), resolvi procurar e encontrei algumas sugestões que compartilho.

Old School RPG Character Generators – Esse post do Smoldering Wizard traz vários geradores, tanto de hirelings quanto de personagens (acabou de perder seu mago em uma armadilha? Role outro bem rápido). Alguns estão desatualizados e não funcionam mais.

Meatshields – O nome é ótimo. Meatshields! Tem como ser melhor? Para gerar os buchas-de-canhão, carregadores de tochas, etc., ao melhor estilo dos ajudantes do Old Dragon. Permite alguma customização do processo de contratação.

E por hoje é só, pessoal.

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Categorias:Rio, RPG

#RPGADay – Dias 29, 30 e 31 (MEGA ATRASADO)

Deixei aquela série do #RPGADay morrer já no finalzinho, faltavam só 3 dias e andava atrasado com os posts. Quem não lembra é só descer um pouco a partir desse post que acha o resto (ou procurar pela categoria RPG). O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês de Agosto de 2014 (quando aconteceu a GenCon daquele ano) para compartilharmos experiências. Enfim, vamos encerrar logo isso que não é legal deixar pontas soltas.

Dia 29 – Encontro mais memorável

Enquanto pensava sobre qual encontro teria sido o mais memorável, lembrei de quando decidi reviver os combates da minha campanha de AD&D com o uso de miniaturas para exemplificar onde estavam os personagens em relação aos monstros (nada de usar regras específicas de movimentação e ataques, era mais para propósitos “cinematográficos”).

Foi quando meus aventureiros invadiram o Palácio de Prata de Graz’zt. Em um momento anterior (acho que citei aqui), eles tinham resgatado Waukeen, a deusa do comércio, de sua prisão e sofreram as consequências por isso. Ao invés de esperar anos tramando, como a gente já estava jogando no ritmo de quase uma vez por ano, Graz’zt enviou sua filha Thraxxia para capturar/matar os entes queridos dos aventureiros.

E foi assim que o filho de Roswald foi arrancado do útero de sua mãe e trancafiado em um jarro de prata, com uma tentativa de incriminar Sinclair, o filho de Yasha e Snake também foi raptado (embora já estivesse nascido) com uma chantagem feita aos Ladrões das Sombras…

Foi o suficiente, eu acho, para fazê-los ir atrás de vingança. Ninguém esperava que eles fosse se transportar para o Abismo e invadir o Palácio de Prata no estilo pé na porta e soco na cara. E foi aí que enfrentaram uma horda de demônios. Coloquei as miniaturas dos jogadores e suas posições e, enquanto descrevia a cena, ia empurrando todas as outras miniaturas que tinha (um monte!) na frente deles. Era a hora sendo visualizada não apenas no olho da mente, mas em proporção do que estavam enfrentando.

grazzt

Essa figura não faz jus ao que dizem sobre Graz’zt ser o príncipe demônio da sedução.

Obviamente houve o confronto direto contra Graz’zt, uma luta quase descrita como um episódio de Dragon Ball Z, com o impacto dos golpes do lorde abissal modificando o ambiente ao seu redor. Assim que causaram dano o suficiente para distraí-lo e deixar Snake se infiltrar e resgatar os raptados, deixaram Graz’zt tão ferido a ponto de demorar a se regenerar e fugiram de volta para Faerûn.

O lorde abissal aprendeu uma lição: não mais tentar intimidar sujeitos tão loucos a ponto de sair quebrando sua casa, matar sua filha e Regra-de-Três, seu mordomo. Ser um gângster e deixar cabeças de cavalo na cama dos outros realmente não deveria ser o método empregado por Graz’zt.

Dia 30 – RPG mais raro que tenho

Dando uma olhada na minha recente lista de compras, fico na dúvida entre o Rules Cyclopedia de D&D ou seu companion de monstros, o Creature Catalog. Por vir pelos correios (e que, por favor, não desapareçam no caos alfandegário e postal) ainda estão a reedição de Ravenloft como caixa de cenário e o livro Lords of Darkness de Forgotten Realms ainda para a 3ª edição. Realmente fico na dúvida, mas acho que um dentre esses citados.

Dia 31 – RPG favorito de todos os tempos

Por fim, meu RPG favorito de todos os tempos é o D&D, seja ele em sua forma antiga, na caixa básica da Grow, na forma Advanced, como conheci lançado pela Abril no Brasil, seja na terceira (e meia) edição ou na Next (ou quinta). Foi com o D&D que iniciei e é onde sinto que tenho minha zona de conforto. É o tipo de história que quero criar com mais frequência com meus jogadores.

Sobre a quarta edição… bem… Acho que fica legal pra “jogos de torneio” ou aventuras one-shot de encontros. A única vez que joguei, num desses encontros de RPG no Bob’s que têm aqui no Rio, curti, mas com essas ressalvas. Não me parecia um jogo que daria abertura para fazer coisas fora de uma dungeon, há uma ênfase muito maior no aspécto tático e estratégico do combate.

E mesmo que o D&D Next seja um fracasso e talvez a franquia morra no papel (bate na boca e na madeira 3 vezes pra espantar o mau agouro), haverá ainda retroclones e jogos derivados, como Old Dragon e Dungeon World, que mantêm viva essa chama da aventura em nossos corações.

E assim encerro essa postagem que está desde final de Agosto do ano passado por terminar. Livre de um fantasma, vamos caçar outros!

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#RPGaDay – Dia 28 – Jogo mais amedrontador que já jogou

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 28 – Jogo mais amedrontador que já jogou

Como já disse por várias vezes nessa série do #RPGaDay, joguei muito pouco RPG, tendo assumido mais o manto de mestre. Quando estávamos no colégio e era uma época entre-safras, após algumas aventuras de D&D ou AD&D e antes da minha campanha principal de AD&D, tinha sempre um livro ou revista na mochila com um sistema de regras. A bola da vez era Trevas, a primeira versão, em formato de revista. Era fácil de carregar, simples de explicar e com menos furos e repetição de texto que as versões posteriores dos jogos da Daemon, afinal, ainda era a primeira edição, vindo logo depois de Arkanun. Na verdade, o sistema de regras nem importava muito pra esse caso, mas ajudava a dar o tom de mistério e terror quando os jogadores viam a capa e sabiam que podiam enfrentar forças sobrenaturais.

Algumas vezes ocorria de termos aula no sábado. Era coisa como matéria adicional que a professora precisava passar para quem fosse fazer prova para outro colégio, já que o nosso terminava na oitava série (lembre-se que estou falando de uma época anterior à reforma que adicionou o nono ano), ou para compensar a ausência por viagem ou doença de alguma professora. Era quando eu resolvia testar as aventuras solo com meus jogadores. Não havia texto preparado, nem uma ideia de como começar e terminar na minha cabeça. Deixava a coisa rolar baseado no que o jogador reagia ao mundo. Geralmente eram histórias de mistério quase sem pé nem cabeça, afinal, não precisaríamos dar explicações melhores, era uma aventura one-shot solo… O Igor foi minha primeira cobaia. Mas a segunda cobaia que teve resultados mais interessantes.

Partindo dessa ideia das aventuras one-shot solo sem muito rigor, resolvi mestrar em uma dessas faltas de professora. Acabou que não só o Daniel, mas o Igor e Daniele se juntaram. Era uma aventura de zumbi padrão, coisa de misturar a USP descrita no suplemento Temporada de Caça com Racoon City. E funcionava. A invasão zumbi começou em um laboratório da USP, alunos estavam sumindo, professores pareciam cada vez mais arredios, e no meio dessa confusão estavam os jogadores. Estar fora de seu campo de conforto, como heróis medievais, e jogados na mortalidade de pessoas comuns que por acaso poderiam ter uma arma contra algo que pode nem ser machucado deixava os jogadores apreensivos. Cada esquina dobrada podia ser a última. O uso de armas de fogo podia atrair atenção indesejada, e se fosse coisa dos militares? E se não há mais seres humanos vivos lá fora e perdemos o fim do mundo aqui dentro? Muitas dúvidas, muita apreensão.

A aventura acabou sendo interrompida pelo horário da próxima aula, mas meu prêmio viria no momento em que o Daniel voltava do corredor onde fora beber água e disse que tinha tomado susto com um senhor que encontrara por lá, dada a tensão da aventura que havia acabado de jogar. Só pude rir e me dar por satisfeito de termos criado uma boa história que repercutiu na vida real.

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#RPGaDay – Dia 27 – Jogo que gostaria de ver uma versão nova ou melhorada

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 27 – Jogo que gostaria de ver uma versão nova ou melhorada

Há um jogo nacional que tenho um gosto pelo tema tratado: Invasão. Em meio às raças alienígenas criadas pelo Marcelo Cassaro (traktorianos e metalianos), havia os seres humanos, fracos sacos de carne, impotentes. O clima do jogo era que você, humano comum, era jogado em meio a conspirações governamentais que buscavam esconder a presença alienígena em nosso planeta, bem no clima de Arquivo X. A diagramação do livro ajudava a dar o tom. Para quem não tinha acesso a Conspiracy X, esse era o jogo de RPG de alienígenas. O sistema de regras era o Sistema Daemon, na época chamado de Arkanum/Trevas ou mesmo Só Aventuras, já que era oferecido como sistema em algumas revistas Só Aventuras especiais.

capa-invasao

Quando veio o relançamento versão 3.5, uma tentativa da Daemon embarcar na onda do D&D 3.0/3.5, forçando renumerações do sistema, o clima mudou. Era sabido que os aliens estavam entre nós e os jogadores não eram mais meros investigadores ou pessoas comuns desprovidas de poder, mas agentes capazes de enfrentá-los usando cibertecnologia e coisas do tipo. O NORAD não era mais o inimigo que tentava te proteger da verdade, você era o NORAD. O clima do jogo que o deixava legal morria ali. Uma nova edição, como cenário para uma nova edição do sistema Ação!!! (uma tradução e adaptação do SRD do d20 Modern) chegou a ser prometida, mas com seu cancelamento, a parte de Invasão que já tinha sido publicada em revista foi disponibilizada online.

Dito isso, Invasão é um jogo que gostaria de ver novamente naquele clima de Arquivo X, embora possa ser que o zeitgeist não seja mais favorável a um RPG nesse sentido. Era uma época propícia, havia casos como o ET de Varginha (que fez muita gente ter medo de barulhos na casa à noite) e o próprio seriado do Arquivo X era uma febre (em seus termos) que passava toda sexta-feira na Rede Record. Talvez hoje Invasão assumisse outra roupagem, talvez continuasse no esquema de Heróis contra Aliens, como foi o suplemento UFO-Team para 3D&T e sua versão 3.5 pela Daemon e o saudosismo pela antiga versão seu único reflexo em nosso tempo.

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#RPGaDay – Dia 26 – Ficha de personagem mais bacana

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 26 – Ficha de personagem mais bacana

Fato é que quando começamos a jogar, nunca nos preocupamos muito com as fichas. Eram feitas para serem descartáveis, como a vida de nossos personagens no início. Rabiscadas em folha de caderno no meio da aula para podermos usá-las no recreio, não havia muita necessidade de luxo. Quando fomos para AD&D, a coisa ficou diferente. A única fonte oficial de ficha que tínhamos era uma Dragon Magazine que mal podia ser xerocada sem ficar ilegível e impossível de escrever. Demorou até acharmos uma ficha em português sem as marcas da revista e apenas quando a Devir publicou 3 imagens gif (frente, costas, magia) da ficha oficial no site é que pudemos usá-las propriamente. Até lá era se virando com fichas em inglês ou fazendo nossas próprias no Word.

Conforme o jogo evoluía, a ficha ficava muito restritiva, precisávamos de mais espaço para anotações, background, poderes e as fichas básicas não supriam essa necessidade. Talvez com exceção de Vampiro, que possuía fichas específicas de clãs com bastante espaço, e D&D 3.5 que chegou a ter fichas oficiais específicas para cada classe básica. Quem dominava o Adobe Acrobat conseguia fazer belas obras de arte. Entre essas pessoas está o Mad-Irishman que possui umas das fichas mais limpas e completas que gostei de usar, ainda mais com o logo de Forgotten Realms, minha escolha de ficha até hoje: MI_DnDCharSheet2265Realms. Afinal, não adianta a ficha ter espaço pra tudo mas ser desconfortável de usar. Cheguei a usar essa do Claudio Pozas: pozas_character_sheet_rev, artista nacional operante no exterior, mas tinha pouco espaço, apesar de bonita.

Na última vez que joguei RPG, com um paladino de Mystra em Forgotten Realms, fui apresentado à ficha do Dyslexic Studeos. O site deles gera através de escolhas uma ficha voltada à sua classe e regras disponíveis, tanto para Pathfinder quanto para D&D 3.5.

Até os mestres possuem fichas, ou pelo menos fichas-resumo dos personagens dos jogadores, com seus dados mais importantes para não ter que pedir a ficha emprestada ou poder rolar alguma coisa em segredo. Para AD&D 2nd Edition, o finado site Os Últimos Dias de Glória apresentava uma ficha nesse esquema.

Em todo caso, o carinho especial fica para a ficha original de D&D da caixa da Grow. Era simples o suficiente para ter tudo que precisávamos e espaço para mais coisas. Ajudava o sistema ser bem simples. O pessoal que criou Lodoss War jogava com essa ficha, pelo que pude encontrar de scan na página do Facebook da revista Gygax Magazine.

lodoss1

lodoss2

DungeonsAndDragonsFicha

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#RPGaDay – Dia 25 – RPG favorito que ninguém mais quer jogar

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 25 – RPG favorito que ninguém mais quer jogar

Difícil dizer qual é o RPG favorito que ninguém quer jogar. Na época que mais joguei, quando mestrava AD&D, pensamos algumas vezes em passar a campanha para o D&D 3.5, mas desistimos em todas as vezes que pensávamos em converter os personagens. 3D&T foi um RPG que jogamos em momentos de descontração, então não entra nessa categoria. Resolvi então falar de um hack (não falávamos assim naquela época de AD&D que saiu na Dragão Brasil, trazendo aventuras no Velho Oeste (e não estou falando daquela mistura de fantasia com velho oeste que a Devir chegou a publicar): Cross.

d70

Cross foi uma modificação de regras e cenário ao mesmo tempo que foi lançado na Dragão Brasil 70. Aproveitando a base do sistema de regras do AD&D, suas modificações permitiam jogar com seres humanos normais habitantes do Velho Oeste que conhecemos nos filmes de bang-bang à italiana. Havia lido e estava fascinado, queria jogar, mas meus jogadores só queriam saber de continuar nossa campanha de AD&D (ainda mais que estávamos num ponto em que alguns personagens haviam morrido e precisavam sair da masmorra). Foi uma masmorra onde muitas mortes aconteceram e combinamos que se eles pudessem fazer personagens novos assim que abandonassem o local, jogariam Cross.

Não se divertiram tanto com uma aventura one-shot como naquele final de tarde.

Havia preparado os personagens na tarde anterior em folha de caderno à caneta, com um desenho de tambor de revólver para poderem marcar as munições gastas em tiroteio. Eram os personagens: um escravo liberto pistoleiro (Igor), um “padre” disfarçado na cidade (Diogo), um chinês recém-chegado na Califórnia (Daniel) e não lembro qual o personagem do Décio, acho que um matador de aluguel. A premissa era simples, havia um bandido na cidade que estava usando escravos indígenas para mineirar prata. Os jogadores tinham cada um sua motivação para estar ali e acabaram se encontrando aos poucos, separadamente e depois se juntando no saloon.

Foi o primeiro tiroteio contra os capangas do bandido. Tiro pra lá, tiro pra cá, balas pegando de raspão, prostitutas desmaiando com a confusão, o bandido pulando do segundo andar para fugir numa carruagem e… o Igor tirando um acerto crítico com o rifle. Houve discussão, pés foram batidos dos dois lados, mas o bandido acabou escapando com 2 pontos de vida e praticamente sem um dos pulmões. Arrumando cavalos, partiram atrás do local marcado no mapa que encontraram com um dos capangas, exceto o Diogo que resolveu pegar um trem. Quando viu que estava passando do ponto e o trem não ia parar tão cedo, viu a merda que fez e resolveu saltar do trem e seguir a pé.

Os outros já estavam se aproximando parar uma emboscada quando encontraram o falso padre perdido no deserto. Resolveram abandonar a discrição e usar dos clichês dos filmes. Três cavalos com quatro cavaleiros chegaram na entrada da mina, recebidos por dois jagunços. O silêncio se fez, junto ao sol do entardecer da Califórnia. A câmera mostrava seus olhos cerrados, o suor escorrendo com a tensão e a palha de capim sendo mascada. Iniciativa! Venceram e tiveram a oportunidade de sacar suas armas e dispará-las!

Eis que Igor tira um erro crítico. Daniel esqueceu de recarregar as armas. Diogo tentou se segurar no cavalo que empinava e Décio errou o tiro. Que fiasco! Os capangas revidaram mas como em um bom filme de faroeste, foram abatidos. A mina era uma masmorra padrão de AD&D, com suas armadilhas, índios correndo em meio ao tiroteio com os capangas e uma cena de desabamento quando os cowboys acertaram um barril de pólvora perto do bandido. Os índios estavam livres, nossos heróis limpando a poeira e cavalgando ao levantar da lua.

Todos gostaram muito da aventura, um desvio do tema de AD&D que estavam acostumados e uma diversão após uma tarde de mudanças no grupo. Não voltaríamos mais a jogar AD&D Faroeste. Aquela era uma aventura para ser lembrada, e não substituída.

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#RPGaDay – Dia 24 – RPG mais complicado que tenho

Agosto é mês da GenCon, uma convenção de jogos famosa nos EUA por ser onde a Hasbro/Wizards of the Coast anuncia novidades para D&D. O designer David Chapman propôs uma série de posts no mês para compartilharmos experiências. Para o Pizza Frita, isso é bom para testar alguns posts mais curtos e reviver o blog. Vamos lá e não se esqueça de comentar!

Dia 24 – RPG mais complicado que tenho

Enquanto alguns diriam que é GURPS, a versão Lite que tenho mostra que GURPS é tão difícil quanto queiramos que ele seja. Na verdade, é uma regra que vale para qualquer RPG. Mas entre os que eu tenho, há um que considero bem complicado.

Conheci o Anima: Beyond Fantasy pelo site da Fantasy Flight há um bom tempo. A Fantasy Flight só fez a tradução e publicação em inglês, o original é da Espanha, o que explica em parte as influências católicas na história do mundo do jogo e suas organizações políticas e religiosas. O jogo se vende como uma forma de papel e caneta de Final Fantasy, e o clima ao ler as regras, poderes, classes de personagens e raças é bem esse mesmo. Parece um JRPG em livro. Pelo sucesso que fez, derivou uma enorme linha de produtos: Jogo de miniaturas, card game e até um jogo em download para Wii.

Porém, achei uma leitura pesada. Muito foi colocado no livro básico, não apenas as regras, que por si só já são bem pesadas a um primeiro olhar, mas também a história do mundo base de Anima, descrições das estruturas de poder e reinos. Acabou que foi para minha estante da nunca-leitura, aguardando um vindouro dia que farei mais que dar uma folheada por suas belas páginas. Comprei também o escudo do mestre com aventura, já que prefiro ter uma aventura pronta quando vou experimentar um novo sistema.

rpgaday

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