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Review: Arcade Mania! The turbo-charged world of Japan’s game centers – Brian Ashcraft with Jean Snow

outubro 30, 2013 3 comentários

Ter ido pra São Paulo pro SBGames foi uma jornada de grande conhecimento, tanto pelo evento em si quanto por encontrar amigos que só vemos nessas oportunidades. Outra coisa boa foi conhecer a cidade que nós que moramos no Rio sempre zoamos e ver que é um bom lugar, tirando o trânsito e a poluição constante. Uma outra ainda foi topar com esse livro na Geek.etc.br da Paulista.

Estava ali com Citadels debaixo do braço, olhando a seção de livros de jogos e RPG sem muita pretensão de encontrar algo bacana quando vejo um livro meio furtivo e rolo meu teste de rapidez para segurá-lo. Não tinha ouvido falar dele, mas do autor já. Brian Ashcraft escreve pro Kotaku, um site sobre jogos e cultura pop (hoje podemos falar cultura nerd, já que tá na moda) e por viver no Japão pode escrever qual é a visão de um gaijin sobre a cultura local dos arcades.

Quando foi a última vez que você foi a um arcade, ou fliperama, por aqui no Brasil? Tirando alguns grandes centros como a Hot Zone no Barra Shopping, talvez só restem alguns gatos pingados em rodoviárias e bares de interior, com seus Street Fighter 2 modificados e outros jogos de luta como King of Fighters. Porém, na terra que revitalizou a indústria dos jogos eletrônicos após o crash da Atari, ainda há centros especializados em algumas máquinas específicas.

O livro segue uma fórmula: cada capítulo apresenta um tema, ou um estilo de jogo ou uma mania, como as máquinas de foto, detalha como tudo começou, seu principal centro no Japão onde as máquinas estão localizadas e o estado atual, tudo isso guiado por alguma personalidade ou expert na área. E vão desde famosos por essas bandas como o Daigo Umehara sobre jogos de luta a personalidades mais restritas, como Yuka Nakajima, que lançou vídeos sobre como capturar bichos de pelúcia naquelas máquinas que sempre vimos como um embuste.

Talvez as 192 páginas sejam poucas para entrar em detalhes sobre a história e as diferentes ramificações de cada estilo analisado. Enquanto coisas mais estranhas para nós possam parecer bem detalhadas, como o caso das máquinas de bicho de pelúcia e de fotos adesivas (que a priori pareceu uma escolha estranha, mas, bem, estamos falando do Japão), os capítulos que tratam sobre assuntos de nosso domínio, como os de jogos de luta e os de jogos retrô deixam aquele ar de “quero mais”, parecendo que faltaram páginas para poder entrar em mais detalhes e explorar mais jogos daquele universo em específico.

O livro foi lançado em 2008, tratando sobre máquinas de bicho de pelúcia, máquinas de fotos adesivas, jogos de ritmo, os shoot’em up e seu subgênero bullet hell, jogos de luta, jogos de azar, máquinas específicas como After Burner e Virtua Cop, jogos retrôs e máquinas que usam cards, uma mania que infelizmente (ou felizmente para os bolsos) não chegou ou não pegou por aqui. É uma pena que termine de forma tão seca, sem uma visão do autor sobre o futuro desses centros de entretenimento e qual seria a próxima mania japonesa a ser lançada.

A luva que protege o livro parece desnecessária dado o pequeno tamanho do volume e poderia ter sido aproveitada como a capa normal. Para quem é aficionado pelo Japão e suas idiossincrasias o livro tem seu valor, para quem vai procurar informações específicas sobre seus arcades preferidos, uma olhada na internet pode trazer mais informações que as poucas páginas de Arcade Mania podem oferecer.Image

http://www.amazon.com/Arcade-Mania-Turbo-charged-Japans-Centers/dp/4770030789

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Review: Super Mario Bros 3: Brick by Brick – Bob Chipman

outubro 30, 2013 2 comentários

Acho que nunca antes tinha lido um livro sobre apenas um jogo. Claro, já li diversas revistas de detonados, inclusive do Super Mario Bros 3 com aquelas séries de fotos que destrincham cada fase em seus mínimos detalhes, revistas estas que hoje foram substituídas por FAQs na internet. De livro mesmo só o Racing the Beam de Nick Monfort e Ian Bogost sobre jogos clássicos que definiram o Atari, mas nunca antes um livro como esse.

Super Mario Bros 3: Brick by Brick é quase exatamente o que seu título propõe. Bob Chipman, também conhecido como Movie Bob por quem frequenta o The Escapist, traz um relato pessoal e permeado de emoções e sensações de jogar Super Mario Bros 3 novamente, já em seus 30 e poucos anos. O livro começa com a história que levou Bob à posição que ocupa hoje, um descritivo de como Super Mario foi alçado ao rol dos jogos e um rápido detalhamento do zeitgeist de 89/90.

Capa do livro Super Mario Bros 3: Brick by Brick - Bob Chipman

Cuidando de explicar para quem não conhece o que é Super Mario, qual a mitologia por trás dos inimigos e qual o posicionamento lúdico-histórico desse jogo em um setup de 82 páginas, o livro segue em sua quarta parte com o detalhamento de cada fase, cada inimigo e cada desafio que o jogador enfrenta, junto com relatos pessoais de como Bob se sentia e o que lembrava ao passar por aquela parte. Podendo pular algumas fases, não o faz em respeito ao seu trabalho, dedicando-se a detalhar sua passagem pelos diversos estágios em sequência até o derradeiro encontro com Bowser e ao resgate da princesa. Todo o relato é entremeado por passagens contando qual era o estado emocional de Bob, sua relação com a vindoura mudança de casa e a saúde da avó, personagem importante nessa história por lembrar-lhe que sua infância não foi apenas em frente à TV jogando Mario.

Os relatos de Bob acabaram por me lembrar de detalhes que havia esquecido, trouxe novos conhecimentos sobre as fases de Super Mario Bros 3 e também discussões sobre level design, embora aqui do ponto de vista de um jornalista de jogos e não de um designer de jogos. Não eram raras as vezes em que me lembrava com detalhes de como eu mesmo jogava quando ganhei o jogo só de ler o relato e também a surpresa de não me lembrar de algumas passagens. Bob consegue nos levar de volta à infância e revitaliza a vontade de jogar o que, em suas palavras, é o melhor jogo já feito.

Talvez o título de melhor jogo já feito seja discutível, mas certamente Super Mario Bros 3 é um ótimo jogo e talvez o melhor Mario de NES, mostrando o final da era do Super Mario nesse console com toda a maestria que a equipe de Miyamoto poderia nos presentear e abrindo caminho para Super Mario World no seu sucessor, o Super NES.

O livro é em formato de bolso, com 205 páginas, letra miúda e diagramação que aproveita todos os cantos. Está disponível em formato físico e digital, talvez este garanta uma leitura mais agradável para olhos cansados, mas com o físico a editora Fangamer envia junto alguns brindes como adesivos e toyart, além do selo do invólucro do livro ser oportunamente um símbolo de interrogação dourado.

http://www.fangamer.net/products/super-mario-bros-3-brick-by-brick

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O Labirinto dos Correios

junho 12, 2010 4 comentários

No início do ano eu estava fazendo umas compras no Ebay. Comprei algumas miniaturas de D&D, o Valkyria Chronicles de PS3 e um livro antigo de D&D. Com as miniaturas não tive problemas, já com os outros dois itens.

É de se esperar um certo atraso no envio, principalmente no início do ano devido aos envios de festas do final do ano anterior, mas pelas compras feitas no PayPal você tem até 40 dias para pedir reembolso do vendedor, e convenhamos, se o contrato afirmado entre os dois é de uma entrega estimada em 2 semanas, se passar para mais de 4 semanas é um erro.

Com o Valkyria Chronicles, dado 1 mês de envio e sem chegar, entrei em contato com o vendedor e comentei sobre a demora. O próprio vendedor resolveu mandar outra cópia do jogo, que demorou um pouco menos que 1 mês para chegar. A anterior provavelmente está quente e aconchegada em outro PS3, ou perdida por aí com outros pacotes.

Já o livro Enemies & Allies, lançado nos primórdios do D&D 3rd Edition, que foi encomendado no início de Março, esperei 40 dias e nada. Esse, como as miniaturas, vinha dos EUA, então deveria chegar com a mesma rapidez de 2 semanas. Perto do fim do prazo do PayPal, contactei o vendedor e como ele não possuía outro exemplar, mandou-me o reembolso.

Eis que chego hoje em casa, um dia de chuvisco chato e frustrações fazendo trabalho. Sou recebido com um pacote do tamanho de uma revista, e não me lembrava o que poderia ser. O remetente é de São Paulo, uma empresa chamda Skypostal, achei ser uma propaganda de alguma coisa, um item promocional, o que fosse. Ao abrir o pacote, eis que vejo que é o Enemies & Allies!

Tá, não era pra ser tanta surpresa com a construção textual, mas a cara leitora deve estar espantada que eu finalmente recebi o livro após 3 meses pedido. Uma demora MUITO maior que qualquer pedido que fiz no Play-Asia, Deal Extreme ou do vendedor do Valkyria Chronicles. Acompanhando o livro estava uma folha de recibo do vendedor do Ebay. O livro em péssimas condições, muito amassado e dobrado, valendo certamente metade do valor no Ebay, se eu não tivesse sido reembolsado, estaria muito puto com isso.

Descobri usando o amigo dos que são perdidos (precisa dizer que é o Google?) que a Skypostal é uma empresa especializada em fazer entregas na América Latina. Agora o que não sei é se a Skypostal é a empresa original contratada pelo vendedor para fazer a entrega (algo como o FedEx) ou se a empresa assumiu a entrega do pacote perdido… Em um dos casos é um exemplo de incompetência, no outro é uma empresa que me surpreendeu.

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Sousveillance

Cada vez mais somos vigiados, gravados e analisados. Vivemos atrás de grades com câmeras constantemente seguindo nossos passos, registrando nossas ações em fotos seqüenciais com ou sem áudio.

Somos vigiados por nossa própria sociedade baseada no medo. Medo de que o outro nos atinja, medo de que o outro deseje o que é nosso, medo de que o outro seja diferente. Somos fruto de nossas próprias decisões e ações, de nosso próprio medo, e assim nos enclausuramos e nos afastamos, cada vez mais.

O fato de um segurança do Shopping Leblon vir reclamar comigo que eu estava filmando o shopping (mesmo sem o estar) me revoltou. Eu sou filmado pelas câmeras de segurança, sou tratado como uma potencial ameaça, não poderia eu mesmo me proteger de outras potenciais ameaças, gravando seus passos e suas ações? Por que aceitamos ser filmados quando podemos processar o uso de nossa imagem, quando podemos pedir e exigir não termos nossas faces gravadas em filme?

Lembrei de uma aula de Design, onde a professora falou de Steve Mann. Em um de seus projetos, sua crítica (e estudo) à vigilância, entrava em lojas com uma filmadora acoplada à roupa (no conceito do wearable computing). Essa é a Inverse Surveillance.

Isso que era um estudo é visto hoje como uma prática comum. Em uma era de Web 2.0, de enciclopédias colaborativas e por uma computação colaborativa, raro é não ver algum vídeo amador ser divulgado em sites como Youtube. É mais fácil denunciar e mostrar com as ferramentas de hoje, é fácil entender porque os que dizem ser autoridade temem as câmeras. Para mais exemplos e uma alfinetada na mente de quem ainda não percebeu a que ponto podemos chegar, sugiro a leitura de 1984 (que me causou calafrios) e ver The Final Cut (obrigado Guilherme pela aula de Fotografia =) ) .

E no final das contas, era isso que eu estava “filmando”. Sendo um vídeo uma seqüência de fotos, no final das contas, o segurança não estava errado em dizer que eu estava “filmando” não é? Apenas que foi apenas uma imagem, estática. Uma foto.

Atualização:
http://www.popularmechanics.com/technology/how-to/computer-security/taking-photos-in-public-places-is-not-a-crime?click=pm_latest

E aqui no Brasil, alguém sabe o que a lei diz sobre isso?

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Os Famosos e os Duendes da Morte – Parte 2

outubro 6, 2009 1 comentário

O livro em que o filme é “baseado” chegou em casa hoje. E já li.

Suas 96 páginas descem rápido, não é uma leitura pesada, é escrito em linguagem coloquial (preparem-se para palavrões e palavras que assustarão as senhoras de mais de 40) e em formato de diário (sem a especificidade de datas que achei muito chato em Drácula).

De base pro filme mesmo só o tema: as descobertas de um adolescente. O livro segue um caminho bem diferente, não há a forte presença do Youtube como no filme, posts em blogs são apenas citados uma vez no livro e o MSN não tem personagens tão misteriosos quanto o Esmir Filho. Pode ser enxergado como uma versão mais pesada do filme, onde drogas e sexo são explorados mais na seca, sem uma tentativa de passar pela censura. Aliás, se o filme tivesse sido ipsis literis o livro, duvido que teria conseguido entrar no Festival do Rio.

O que me chamou mais a atenção foi como o protagonista se refere aos pais. Enquanto todos os outros personagens são tratado por nomes, apelidos ou títulos, pai e mãe são respectivamente ele e ela, ou quando age com mais carinho, o velho e a velha, e similares. E isso logo nas primeiras linhas já mostra como será o decorrer do resto do livro

Não foi o melhor nem o pior livro que eu li, foi diferente (acho que não tão diferente quanto as experiências pelas quais o protagonista passa). Talvez o comentário de orelha e prefácio tenham influenciado nessa leitura non-stop que durou algo em torno de 2:20.

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Os Famosos e os Duendes da Morte

setembro 30, 2009 1 comentário

Começou o Festival do Rio 2009, filmes desconhecidos e filmes conhecidos, não percam a oportunidade!

Numa terça-feira chuvosa, e com o dia quase perdido por causa do sono irregular, decidi ver um filme que não tinha me programado. Vi pelo site do G1 que passaria “Os Famosos e os Duendes da Morte”, nacional, às 22:20 no Shopping da Gávea. Pela sinopse, parecia ser um filme bem doido, interessante

Um garoto de dezesseis anos, fã de Bob Dylan, acessa o mundo através da internet, enquanto vê seus dias passarem em uma pequena cidade alemã no interior do Rio Grande do Sul. A chegada de figuras misteriosas na cidade traz lembranças do passado e o leva para um mundo além da realidade.

Aproveitei para ver a aula que uns amigos meus fazem, já que ia terminar lá pelas 9 da noite, e de lá embarcar para o cinema, até aproveitei para tirar uma dúvida (e o professor nem notou que eu não era da turma =D). Deu até para trabalhar um pouco no “Você é um Lixo!” enquanto estava lá na bomboniere do cinema esperando dar a hora.

Primeira constatação: Você é obrigado a ver um curta. Não que curtas sejam ruins, mas o que passou foi. Receio que uns 15 minutos de minha vida foram desperdiçados gastos de uma maneira que eu não tinha planejado. Chegamos ao filme propriamente dito.

Cabe lembrar que quando vou ver um filme sozinho, não dou muita sorte. Já calhou do projetor falhar no meio, da exibição ser interrompida por crianças que tacaram latinha de refrigerante na cabeça de um velho. Mas o mais chato são as pessoas inconvenientes (o que de fato ocorreu nesse dia), que ficam conversando alto (nada contra comentar o filme, contanto que não atrapalhe os outros) ou achando que estão em casa. Deve ser por isso que tenho preferido ver filmes em casa, não tem… gente.

O filme começa bem viajante, intercalando vídeos do Youtube com posts em blogs e cenas no mundo real. Interessante, bate com a proposta. Continua com algumas coisas comuns da adolescência, mas depois se perde nos próprios mistérios. Durante o filme as pessoas se levantavam e iam embora quando não conseguiam mais acompanhar, a revelação dos mistérios não acontece num “timing” certo, o diretor acaba perdendo o interesse do público, e assim fica difícil reconquistá-lo. O tal concerto do Bob Dylan, citado pelo personagem sem-nome, que nos instiga a pensar que será um momento de clímax, uma experiência reveladora ou quase religiosa que o tal adolescente poderia ter indo ao show de seu ídolo, nunca chega a acontecer. Apesar disso, a trilha sonora do filme não deixa a desejar, trazendo Mr. Tambourine Man e músicas da autoria do alternativo Nelo Johann, que casam muito bem com as cenas.

http://www.youtube.com/v/PMIdTyKEC5Q&hl=pt-br&fs=1&

Em certa parte do filme, eu não entendia com quem o protagonista conversa no MSN. É com a garota dos vídeos? (Depois descobri que é uma referência ao diretor). E afinal, quem é essa garota? Cheguei a achar que era uma projeção do próprio garoto, externalizando sua confusão de adolescente na figura de uma garota que não existia sem ele, sendo a representação de seus desejos incompreendidos. Depois de 1:30h de filme podemos inferir quem é a garota.

As últimas cenas deixam a entender uma experiência sobrenatural, ou no mínimo uma viagem do garoto externalizando sua sexualidade, ao que se pode entender do diálogo dessas cenas com o que ocorre com o personagem desconhecido e misterioso citado pela sinopse no decorrer do filme. Há ainda o mistério sobre o pai do protagonista, mas as últimas cenas com a mãe deixam a entender o que aconteceu.

Chegando em casa, após ver todo mundo sair em silêncio do cinema, com aquele ar de “Que porra foi essa?”, decidi procurar mais informações. A página da Warner Bros sobre o filme dá os links para o canal de Youtube, Flickr e blogs mostrados no filme. Do canal do Youtube dá para se atingir reportagens locais sobre o filme (e descobrir quando que o diretor aparece, e quem é o autor do livro que deu origem ao filme). Aliás, vendo a página do livro Música Para Quando As Luzes Se Apagam, resolvi dar uma chance ao original, quem sabe não é melhor executado que o filme? Encomendei pela Estante Virtual, saindo a quase um terço do valor original.

http://www.youtube.com/v/4BftzvbMqRI&hl=pt-br&fs=1&

Não é um filme fácil de digerir, mas depois de ponderar sobre a história, a intenção do diretor e do roteirista (e visitar o Flickr da beldade que é Tuane Egger), não achei que foi uma noite perdida.

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Bienal do Livro 2009

setembro 14, 2009 3 comentários

Antes de ir a uma bienal do livro, eu, rapaz juvenil e inconseqüente, não fazia a menor idéia do que era, não conseguia pensar em algo mais que uma livraria gigante por alguns dias que aparecia no Jornal Nacional.

Depois que fui na minha primeira Bienal, atrás de livros de RPG no stand da Devir, e percebi que era algo maior, um evento onde você poderia entrar em contato com aquele autor nacional (ou internacional) favorito, encontrar alguns amigos seus e conhecer novas pessoas enquanto folheia quadrinhos antigos ou livros de interesse, ver uma garota usando uma camisa que é o desenho dos portões de Moria (e depois ficar se lamentando porque não foi lá dizer “Mellon”).

Como não poderia deixar de ser, esse ano guardei uma grana para ir à Bienal. Entretanto, a minha longa lista de compras (de onde só escolheria três itens para levar pra casa) foi terrivelmente sabotada quando a Devir não levou nenhum livro importado da edição 3.5 do D&D para lá. Acabei escolhendo dois substitutos para a falta dos livros de Forgotten Realms e consegui completar minha coleção do Pequenos Guardiões na Comix (fiquei sabendo por uma amiga que encontrei na bienal que a Conrad, editora do PG no Brasil, fechou as portas). Encontrei também uns volumes especiais do Preacher que o Gustavo me apresentou nessas férias, muito bom!

Espólios de guerra

Neste ano, conheci o editor do livro MSP50 e um autor nacional que divulgava seu livro de fantasia e me abordou com “Você gosta de Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia, né?”. Isso me faz pensar, o que leva as pessoas a me identificarem instantaneamente como alguém… er… na falta de palavra melhor, e como não tenho o menor preconceito contra isso, nerd? Será que é o meu cabelo revoltado, será que são os óculos e a camisa que representava uma hipotética fase de videogame, ou eu atingi um nível tão absurdo que minha aura de nerdice faz com que os outros me reconheçam como alguém importante?

Comentário: Quando fomos no Book Tour do O Terceiro Deus do Leonel Caldela, os outros rpgistas na Livraria da Travessa nos reconheceram como semelhantes por estarmos com mochila. Só a mochila não quer dizer nada, deve realmente haver uma aura que nos conecta…

Apesar de chegar tarde (e ir num dia cheio como o sábado), mal conseguir falar com o Luciano e o Henrique, não conseguir encontrar os livros que queria, esbarrar na Amarílis saindo da Comix e ser puxado pra lá de novo porque ela queria ajuda com mangás (e ter que enfrentar aquela aglomeração que todo fã de quadrinhos e mangás adora – oras, vejam uma convenção de animê para ter uma idéia do que falo!) e depois seguir direto para Niterói para a segunda despedida do Diogo, foi um dia muito massa.

Claro que eu quero voltar para lá num dia mais calmo, no meio da semana de preferência. Ainda há alguma coisa a ser encontrada, um livro não visto na primeira viagem, pessoas interessantes transitando pelo local… Sempre há coisas divertidas nesses encontros.

PS: Alguém quer me dar de presente de aniversário atrasado, dia das crianças, natal, algum feriado pagão, etc., o Speed Racer e o Changelling??? =D

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