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Primeira vez

agosto 8, 2010 7 comentários

Em post iniciado pelo amigo Tadeu, venho aqui relatar a minha primeira vez… com o Linux =)

Foi numa PC Expert, acho que o número era 13 (em outro momento confiro), veio o Conectiva 3.0 Guarani. Na época eu era adolescente e não sabia o que queria da vida, estava deslumbrado em saber que havia outro sistema operacional além de DOS e Windows (na época, ainda dependente do DOS). Porém, como havia apenas um computador na casa, não pude instalar. Não sabia como fazer nada e havia o medo de tentar e estragar. Como era tolo.

Foi um amigo de meu primo que me mostrou outros *nixes, como o FreeBSD, o OpenBSD e outros sabores de Linux. Foi aí, quando tive um Pentium 2 em casa sob meu comando, que pude violar a garantia e instalar outros sistemas além do Windows 98. O maior problema era a incompatibilidade com as placas-mães com tudo onboard e os famigerados win-modem.

Depois de testar o Conectiva 4.0 em dual boot, resolvi instalar por conta própria (após um Dia de Fúria com o Windows, provavelmente travamentos diversos em um jogo ou com o ICQ) o Red Hat 6.2. Foi a primeira formatação sem retorno, sem backup que fiz, ainda xingando o sistema da Microsoft. Usei por 1 madrugada (com a alegria de finalmente ter conseguido configurar o tal win-modem usando um tutorial), largando em seguida pela falta de um driver de som compatível.

Mais tarde, na faculdade, com máquinas virtuais e sistemas mais user friendly (Ubuntu, estou olhando pra você), passei a usar mais o Linux (e em um momento o Minix) e tanto que agora o Ubuntu é o sistema operacional do micro usado por meus pais lá em Resende e daqui do Rio (temporariamente até resolver a pendenga com o outro HD).

Como disse o amigo Lourival, o sistema operacional deve ser transparente ao usuário. Ele deve fazer seu trabalho sem aparecer, sendo o gerenciador dos recursos. Afinal, o usuário final padrão (aquele que não é programador) quer usar seus programas, não quer fazer dezenas de configurações que são alienígenas a ele. E é nessa direção que o Ubuntu está se encaminhando (e que o MacOS já faz há anos – viu Jan, citei).

Agora mudando de assunto, a Vivi do Girls of War postou sobre um jogo interessante, Ricochet Kill 2. Aproveite para matar um pouco do tempo no estágio, ou na aula de Javascript. E para fazer pipocas de microondas de um jeito meio hippie, dê uma olhada nesse link compartilhado pelo pessoal do Lifehacker: pipoca de microondas no papel-embrulho.

Bom, já chega pelo post da madrugada, até mudamos de assunto hoje. E você, como foi sua primeira experiência com o Linux? Comente aqui embaixo ou no seu blog (e deixe o link!). Postado ouvindo a banda Glass and Glue.

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Amadurecer

agosto 4, 2010 4 comentários

No meu último dia em Resende nessas “férias” (afinal, como não estou de férias do trabalho, não são completas), fui tirar uns livros do armário para doação e encontrei provas antigas. Não querendo remexer muita coisa do passado (droga, por ter pensado nisso é o que vou fazer agora…) fui dar uma olhada nas do primeiro ano do ensino médio, e encontrei uns trabalhos de Arte e provas de Filosofia.

Filosofia no colégio, tirando algumas aulas na Escola Um, nunca foi tão incentivador ou motivador. Geralmente era uma matéria chata não por ser, mas da forma como era dada. Interessante como vemos que nossas respostas mudam com o tempo, de frases curtas para parágrafos mais elaborados. Acho que o professor não gostava de textos longos para corrigir.

Nos trabalhos de arte, percebi que aproveitava para chocar (ou tentar) a administração católica do Santa Ângela. Desenhos com crucifixos em chamas, temas sobre a morte e perspectivas nada positivas sobre a vida. O desejo latente do adolescente em aparecer, em chocar a geração anterior, de mostrar-se opositor à inércia. Se algum psicólogo examinou meus trabalhos, devo ter recebido pontinhos negativos.

Um website sobre a morte e um cubo em perspectiva. Bônus pelas referências a Led Zeppelin.

Engraçado que uma redação sobre minha visão de mundo (creio que foi em Artes, acho que não teria apresentado na aula de Filosofia com o professor padre – que chegou a falar para a turma: “Eu não gosto de vocês” após ter sido criticado na avaliação dos alunos), apresentei um manifesto punk. Em algum lugar eu li que “se aos 18 você não é comunista, não tem coração. Se depois dos 30 continua comunista, não tem cabeça”. Não sei se a frase é exatamente isso (oi gente, tem o Google aí e estou com preguiça agora =) ), mas com certeza também vale para algumas posturas mais radicais da adolescência.

Não liguem para os erros de Português e idéias erradas (positivista ao invés de positiva, por exemplo). Vamos combinar que eu era adolescente, certo?

Ainda ouço música punk, mas nem por isso preciso levantar a bandeira e seguir o movimento cegamente (e erroneamente, sejamos francos, não é todo adolescente que vai entender a essência do punk).

A nostalgia muito provavelmente não terminará aqui. Foi uma época boa, justamente pelo experimentar, pelo desenvolver o ser-em e o ser-com, em orgulhar-se e (por que não?) ter arrependimentos do que fez. Afinal, sobre nosso passado, o que é melhor que olhar para trás com a cabeça de hoje e pensar em como teríamos feito tudo diferente se tivéssemos a sabedoria que temos hoje? Mas dessa forma, não teria tido tanta graça.

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