Arquivo

Posts Tagged ‘quadrinhos’

Scott Pilgrim vs The World

agosto 16, 2010 3 comentários

Ultimamente venho falado muito de Scott Pilgrim no Twitter, no Facebook e no GTalk para algumas pessoas, que geralmente me perguntam: o que diabos é Scott Pilgrim?

Nascido como uma série de quadrinhos por Bryan O’Malley, os quadrinhos com um traço simples (mas isso não quer dizer que Bryan desenhe mal, muito pelo contrário, é um estilo diferente do convencional para HQs), conta a história do personagem título, o canadense Scott, e sua paixão por Ramona Flowers, o que o levará a enfrentar os 7 ex-namorados do Mal (ou malvados, mas fica menos impactante…). Os quadrinhos bebem muito dos videogames, com diversas referências sendo percebidas. Infelizmente, a Cia das Letras trouxe até agora apenas o compilado do primeiro e segundo volumes, espera-se que terminem até sair o filme no Brasil.

Logo em seguida veio o filme, com um hype enorme gerado pelo Judão (que aliás, é um gerador de hype infernal, pra mim o Judão perdeu muito do que o deixava genial há 8 anos atrás) por ter Michael Cera e Mary Elisabeth Winstead. Do mesmo diretor de Shaun of the Dead, saiu há pouco nos Estados Unidos e deve demorar até meados de Novembro para chegar ao Brasil, porém pelos trailers pareceu ser bem fiel aos quadrinhos, trazendo adaptações geniais ao que não cabe à grande tela. Claro que alguma parte teve que ser cortada, como o clipe a seguir mostra.

http://i.adultswim.com/adultswim/video2/tools/swf/viralplayer.swf

E saindo antes do filme, primeiro no PS3 e depois no XBox360, veio o jogo. Como todo o restante da obra, o jogo homenageia outros jogos, é fácil notar referências a Super Mario Bros, Battletoads, Megaman, Kirby, Tartarugas Ninja 2 e até Marvel vs Capcom (os “wolverines” atacam com o Berserker Barrage do Wolverine). A estética 8-bits de Paul Robertson adotada casa muito bem com o estilo beat’em up bebido de fontes clássicas como River City Ransom, com trilha sonora de Anamanaguchi, banda de chiptune rock.

Como em resenha do IGN, o jogo não é perfeito, a dificuldade alta, a falta de um multiplayer online (pelo menos há o local para 4 jogadores) e alguns bugs (fico sem saber se é devido ao uso de Flash em algumas partes – como é revelado nos créditos – ou se é por causa da novata Ubisoft Chengdu, pelo menos nunca ouvi falar de um jogo desse estúdio) podem atrapalhar, mas nada que retire a diversão de sentar em frente à TV com alguns amigos e tentar zerar em uma tarde (lembrando que não dá para abrir todos os troféus em uma jogada só direta).

No interesse do leitor, recomendo ou ler os quadrinhos ou ver o filme antes de jogar. Assim você não perde a história e fica sem entender algumas situações, nem estragas as surpresas do filme ou dos quadrinhos.

Anúncios
Categorias:Sem categoria Tags:, ,

Mônica como antes, nunca mais

abril 16, 2010 1 comentário

Hoje é dia do meu aniversário (e feliz desaniversário para vocês!), mas não é o motivo do post de hoje, como podem ter notado pelo título.

Recentemente voltei a comprar revistas da Turma da Mônica, não aquela Jovem, ainda não engulo muito bem as histórias da Mônica estarem em série e em formato mangá. Pra mim a Mônica sempre vai ser a baixinha gorducha de 7 anos que não envelhece apesar dos aniversários. E foi justamente isso que a MSP quebrou.

Os personagens da Mônica mudaram de traço ao longo do tempo, mas a cada iteração mantiveram qualidades e marcas únicas, assim como as têm na versão Jovem. Mas cáspita, não mexam de forma sutil na turminha que marcou a minha infância como fizeram!

O que reclamo é do abuso de expressões faciais por demais caricatas. Como desenho, a Turma da Mônica é caricata por natureza, mas nunca precisaram perder seu charme adotando características mais “modernas” (?). Enfim, segue um scan de uma das páginas de Mônica nº40 (numeração da Panini) para exemplificar.

Essas expressões NÃO

Essas expressoes SIM

Fora que as historinhas do Astronauta e do Bidu perderam o charme que tinham com esse abuso. O Bidu, antes um personagem egocêntrico que nos trazia simpatia mesmo assim, parece um bobo desnecessariamente na historinha que segue a mesma edição. Pelo menos essa foi a impressão que tive, e não é a primeira que ele passa por alguma confusão com a Fifi. Certamente na minha época ele conseguiria o mesmo efeito sem ter que partir para o uso desse recurso.

Novos personagens como a Denise (um Xaveco feminino?) e a Carmem da Esquina são estranhos pra mim, embora o Lucas não seja, talvez por ser uma adição necessária à turminha. Essas e aquele japonês (Tikara?) foram desnecessários para mim. Já tem o Hiro (e porra, não esperaram ele!). E pombas, alteraram o Rolo mais uma vez! Para quê???

Acredito que sim, a Turma da Mônica deve evoluir para continuar acompanhando seus leitores. Os quadrinhos lá fora também fazem isso, vejam quantos ilustradores impõe marca própria a cada novo arco de X-Men ou Homem-Aranha (não quero entrar agora no mérito de discutir a merda que fizeram com o universo Ultimate, vamos imaginar que ele está bem e o terceiro arco dos Supremos NUNCA existiu, ok?), mas ao lidar com uma franquia que dificilmente muda seu traço, certas características deviam permanecer imutáveis, ou então mudar mais radicalmente.

Em um mundo onde preto e branco são extremos e vivemos em meio a tons de cinza, algumas coisas são melhores se mantidas em extremos, e não em tons que tentam agradar gregos e troianos. Isso nunca dá certo.

Categorias:Sem categoria Tags:

Bienal do Livro 2009

setembro 14, 2009 3 comentários

Antes de ir a uma bienal do livro, eu, rapaz juvenil e inconseqüente, não fazia a menor idéia do que era, não conseguia pensar em algo mais que uma livraria gigante por alguns dias que aparecia no Jornal Nacional.

Depois que fui na minha primeira Bienal, atrás de livros de RPG no stand da Devir, e percebi que era algo maior, um evento onde você poderia entrar em contato com aquele autor nacional (ou internacional) favorito, encontrar alguns amigos seus e conhecer novas pessoas enquanto folheia quadrinhos antigos ou livros de interesse, ver uma garota usando uma camisa que é o desenho dos portões de Moria (e depois ficar se lamentando porque não foi lá dizer “Mellon”).

Como não poderia deixar de ser, esse ano guardei uma grana para ir à Bienal. Entretanto, a minha longa lista de compras (de onde só escolheria três itens para levar pra casa) foi terrivelmente sabotada quando a Devir não levou nenhum livro importado da edição 3.5 do D&D para lá. Acabei escolhendo dois substitutos para a falta dos livros de Forgotten Realms e consegui completar minha coleção do Pequenos Guardiões na Comix (fiquei sabendo por uma amiga que encontrei na bienal que a Conrad, editora do PG no Brasil, fechou as portas). Encontrei também uns volumes especiais do Preacher que o Gustavo me apresentou nessas férias, muito bom!

Espólios de guerra

Neste ano, conheci o editor do livro MSP50 e um autor nacional que divulgava seu livro de fantasia e me abordou com “Você gosta de Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia, né?”. Isso me faz pensar, o que leva as pessoas a me identificarem instantaneamente como alguém… er… na falta de palavra melhor, e como não tenho o menor preconceito contra isso, nerd? Será que é o meu cabelo revoltado, será que são os óculos e a camisa que representava uma hipotética fase de videogame, ou eu atingi um nível tão absurdo que minha aura de nerdice faz com que os outros me reconheçam como alguém importante?

Comentário: Quando fomos no Book Tour do O Terceiro Deus do Leonel Caldela, os outros rpgistas na Livraria da Travessa nos reconheceram como semelhantes por estarmos com mochila. Só a mochila não quer dizer nada, deve realmente haver uma aura que nos conecta…

Apesar de chegar tarde (e ir num dia cheio como o sábado), mal conseguir falar com o Luciano e o Henrique, não conseguir encontrar os livros que queria, esbarrar na Amarílis saindo da Comix e ser puxado pra lá de novo porque ela queria ajuda com mangás (e ter que enfrentar aquela aglomeração que todo fã de quadrinhos e mangás adora – oras, vejam uma convenção de animê para ter uma idéia do que falo!) e depois seguir direto para Niterói para a segunda despedida do Diogo, foi um dia muito massa.

Claro que eu quero voltar para lá num dia mais calmo, no meio da semana de preferência. Ainda há alguma coisa a ser encontrada, um livro não visto na primeira viagem, pessoas interessantes transitando pelo local… Sempre há coisas divertidas nesses encontros.

PS: Alguém quer me dar de presente de aniversário atrasado, dia das crianças, natal, algum feriado pagão, etc., o Speed Racer e o Changelling??? =D

Categorias:Sem categoria Tags:, ,

"Não importa contra o que se luta, mas pelo que se luta"

agosto 18, 2009 3 comentários

Hoje fui no Leblon ver qual era da febre de 38 graus que tive. Em tempo de paranóia com cof cof e atchoo de oinc oinc, a gente acaba se preocupando e vai logo no médico.

Tirando que a médica que fui era uma grande bosta (como meu tio lá do interior, odeio médico que nem toca o paciente, nem olhou minha garganta e disse que eu tava com uma virose, se piorasse que aparecesse nas tendas perto do Miguel Couto… melhor ter ido ver o filme do Pelé), aproveitei que estava por aquelas bandas e fui na Livraria da Travessa. Sempre acho coisa boa por lá e adoro aquele lugar, é confortável. Enfim, encontrei o que procurava, o primeiro volume de Os Pequenos Guardiões.

Mouse Guard, no original, recentemente ganhou um RPG que bateu a 4ª edição do D&D no prêmio ENnies. Conta a história de uma guarda de ratos que protegem seus semelhantes em um mundo medieval, com direito a luta de espadas, disputa de honra e tudo aquilo que gostamos de ler em histórias fantásticas. Quando eu e o Frango vimos pela primeira vez na banca, tivemos uma reação de “What the fuck? Ratinhos fofinhos com espadas?”. Em alguma revista ou blog perdido por aí eu li uma resenha de Mouse Guard esses dias e me interessei pela história. Depois que saiu o RPG e visitei o site oficial não tive dúvidas, tinha que comprar uma edição pelo menos.

Ganhou da Quarta Edição, deve ser bom mesmo!

Li no ônibus voltando pra casa, confesso que fiquei chateado de serem poucas páginas (acostumei com os quadrinhos da Panini) e eu queria mais depois que terminei de ler o primeiro volume. Quando Kenzie lembra Lieam do que está escrito nos muros de Lockhaven e a cara que Lieam faz ao enfrentar sozinho um oponente maior que ele… ahhhh… lá estava o que procurava! A emoção da batalha, a defesa dos ideais, a essência romântica de volta aos quadrinhos. Quando terminei de ler e fui deixado com água na boca pela continuação da história, queria bater a cabeça por não ter comprado as outras edições. Espero que na Bienal a Conrad tenha um pacote com os seis volumes do primeiro arco.

Categorias:Sem categoria Tags: